<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524</id><updated>2011-07-14T21:45:04.975-03:00</updated><title type='text'>ASAV I</title><subtitle type='html'>Curso de An?lise dos Sistemas Audiovisuais do Departamento de Comunicaç?o Jornal?stica da PUC-SP</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://asav1.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Silvio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10617364121622954649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>67</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-106099096193068112</id><published>2003-08-15T20:42:00.000-03:00</published><updated>2003-08-15T20:42:38.496-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;u&gt;ATENÇÃO PUCQUIANOS!&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;Estudantes de jornalismo do período noturno da PUC-SP! Agora, estou prestando "assessoria" para alguns professores no meu blog, heheheh. Bom, falando sério, recebi o programa do Wagner Barreira, de Teoria do Jornalismo, para colocar no ar. E a Mariza Werneck enviou a lista de autores brasileiros da Nani, para que escolhamos o livro q leremos e sobre o qual redigiremos a primeira resenha crítica do semestre. Os links estão do lado esquerdo: [teo.jorn.] e [nani], respectivamente, lá no &lt;a href="http://herege.blogspot.com" target="_blank"&gt;Herege&lt;/a&gt;. Ah, e desculpem-me pelo tema "off-topic". Falowz!&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-106099096193068112?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/106099096193068112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/106099096193068112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_08_10_archive.html#106099096193068112' title=''/><author><name>Joao Marinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13849905390839851185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_D5K5gi1Yarw/SR49f9IpJZI/AAAAAAAAAAM/jjU6B8aP5Xg/S220/ATgAAAAIb9mKgeiWReEyifjIzW98QsgZriGCa7XLRQmSl3L7PGOgYyJjnubL38J06R-PFCdvrZ8gy8dafX8kzhUuGc7BAJtU9VDjUU7XGWnG0hoB7fjwhBVi9bVI-w.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-105710666269782247</id><published>2003-07-01T21:44:00.000-03:00</published><updated>2003-07-01T21:44:22.673-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Para ninguém dizer que nunca postei nada, quero desejar boas férias e boas notas para todos, heheheh. E, pessoal, depois vamos postar uns textos menores... Bjs para quem quer, abraços pros demais. Falei!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-105710666269782247?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/105710666269782247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/105710666269782247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_06_29_archive.html#105710666269782247' title=''/><author><name>Joao Marinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13849905390839851185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_D5K5gi1Yarw/SR49f9IpJZI/AAAAAAAAAAM/jjU6B8aP5Xg/S220/ATgAAAAIb9mKgeiWReEyifjIzW98QsgZriGCa7XLRQmSl3L7PGOgYyJjnubL38J06R-PFCdvrZ8gy8dafX8kzhUuGc7BAJtU9VDjUU7XGWnG0hoB7fjwhBVi9bVI-w.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-105699566543145713</id><published>2003-06-30T14:54:00.000-03:00</published><updated>2003-06-30T14:54:25.276-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Esta matéria é ótima. E viva as cópias!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Consumidor é indenizado por gravadoras devido a disco anticópias &lt;br /&gt;    Por Paulo Eduardo Neves&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É até louvável que as empresas que participam da cadeia de produção e comercialização de cds se preocupem com as fraudes e tentem minimizar que tal ocorra. O que não se pode conceber é que, a pretexto de evitar fraudes, as empresas passem a comercializar produtos que se tornem de difícil utilização por parte do consumidor."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trecho da sentença do Juiz de Direito Paulo Roberto Sampaio Janguita (28/4/2003)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cidadão carioca Paulo Henrique Andrade, funcionário público, 36 anos, infeliz comprador do disco com proteção anticópias dos Tribalistas, acaba de ganhar um processo no Juizado Especial Cível do Rio de Janeiro contra as empresas EMI Music LTDA, Sony Music Brasil Ind. e Com. LTDA (responsável pela prensagem) e Monte Criação e Produção LTDA (empresa da Marisa Monte dona do selo Phonomotor). Não só já teve seu disco trocado por um que não tem a tecnologia anticonsumidor, como o juiz condenou as empresas a lhe pagarem uma indenização por danos morais de R$ 1.000,00. O disco, comprado legalmente, não funcionava no CD Player de seu carro, também comprado legalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você acha que este processo é pouca coisa, as gravadoras não concordam. Para defender as multinacionais desta ação de baixo valor, se apresentaram nada menos do que o Vice-Presidente da EMI Music, Luiz Bannitz, e o Diretor da Sony, José Antonio Alves. Ou eles não têm mesmo muito o que fazer, ou estão desesperados com a abertura de precedentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vitória foi apenas em primeira instância. As empresas recorreram e um novo processo será julgado daqui a uns 4 meses pela Câmara Recursal. Após o processo, o autor da ação soube que mais discos com essa tecnologia estão sendo produzidos. Se comprar um disco pela Internet, onde tudo é vendido como CD, só saberá se poderá ouví-lo em seu carro quando testar. Ele então entrou com uma segunda ação cível, desta vez incluindo a Renault entre os réus, onde exige a troca dos CD player de seu carro e uma indenização pela depreciação do veículo. Beleza! Só acho que a Renault não tem culpa alguma, eles estão vendendo um aparelho que obedece à especificação de CD Audio feita pela Philips, são as gravadoras que desvirtuam este padrão para que os discos falhem nos CD-ROM dos computadores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O impressionante no processo é a cara-de-pau das gravadoras. Eles mentem descaradamente, por exemplo, afirmando que somente nos aparelhos de duas marcas de automóveis acontece o problema. O que mais dá raiva é eles acharem que uma porcaria de avisozinho discreto nas capas dos discos é suficiente para alertar o consumidor. Os discos são vendidos em lojas de CDs (sem qualquer aviso nas da Internet), fabricados por fábricas de CDs, produzidos por gravadoras de CDs, ganham prêmio de melhor CD no Multishow, tocam em aparelhos de CDs, têm cara de CD, a própria EMI em seu sítio virtual anuncia como CD, mas na hora de encomendar os discos para a fábrica Sony exige que o logo de CD Audio seja retirado. Se isto não é propaganda enganosa e má-fé contra o consumidor, então minha mãe é um repolho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como ajudar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Processe as gravadoras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente quando eles sentirem no bolso, pararão com estas atitudes anticonsumidor. Se você tem algum aparelho de CD onde estes discos não tocam, processe as gravadoras. Na verdade, estes discos funcionam com qualidade de som muito inferior em computadores com Windows, além de cercearem o direito de consumidor de fazer cópias pessoais, que a própria lei de direitos autorais reconhece. Qualquer um que tenha estes discos anticonsumidor pode entrar com uma ação. Não deixe de repassar esta notícia para seu conhecidos que tenham estes discos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para te ajudar, estou colocando nos comentários desta notícia as duas petições do Paulo Andrade em formato Microsoft Word. Isto facilitará em muito entrar com uma ação, pois nelas já têm os endereços e CNPJs das empresas, bastará adaptar o texto para seu caso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ajude o Paulo Andrade com mais informações&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele ganhou apenas em primeira instância, as gravadoras estão recorrendo e já até alegaram má fé do autor da ação. A melhor defesa dele é mostrar que o problema é coletivo, atingindo vários consumidores. Se o disco não funciona em algum aparelho seu (ou o danificou), escreva para o Paulo Andrade dando seu depoimento, dizendo qual foi o disco e a marca e modelo do aparelho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exija uma ação do ministério público&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Paulo Andrade pediu para que o Juiz aplicasse multa às empresas, mas o pedido foi indeferido. Indignado, fez uma denúncia no Ministério Público (o cara é bom!). Para evitar que seja esquecida ou engavetada, vamos pressionar o ministério público. Escreva para o MP do Rio usando este formulário do sítio deles. Peça para eles darem mais atenção à denúncia, que foi protocolada como MPRJ 2003.001.12542.00. Recebendo muitas mensagens, o MP deve se mexer. A grande forma de acabar com este desrespeito aos consumidores é uma ação cível pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-105699566543145713?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/105699566543145713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/105699566543145713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_06_29_archive.html#105699566543145713' title=''/><author><name>Tiago</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09708883092317478571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-95727475</id><published>2003-06-16T16:48:00.000-03:00</published><updated>2003-06-16T16:48:26.836-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O RUIM NÃO É CRIAR UM MUNDO VIRTUAL, É HABITARMOS NELE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor:&lt;br /&gt;Luís Victorelli (*) &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bauru, SP, Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Quando eu começo a falar sobre algum tema ligado à ciência, procuro sempre associar com algo que, de alguma forma você, leitor, já teve algum tipo de contato. Identificando situações aparentemente complexas com fatos presentes ou próximos do nosso dia-a-dia fica mais fácil compreendê-las. Essa é uma das ferramentas da divulgação científica e, vou te confessar, um dos meus melhores auxiliares nessa tarefa é o cinema. Não estou querendo dizer que os filmes sejam excelentes professores de ciência, ao contrário; às vezes sacrificam Newton e Einstein para salvar a mocinha. Seja como for, o cinema é um grande motivador para o gosto pelo conhecimento científico. É bem mais provável que, entre os seus afazeres de rotina, você vá até uma sala de projeções ou assista um filme na TV do que visitar os laboratórios da Nasa. E para nossa sorte o respeito à coerência científica, nas boas produções cinematográficas, começa a ganhar espaço. &lt;br /&gt;E é justamente sobre "espaço" que gostaria de falar com você hoje. Está cada vez mais difícil compreender ou diferenciar o que é virtual do que é real. Muitas das nossas práticas se confundem e nem sequer percebemos. Veja este exemplo: Quando você vai a um caixa eletrônico paga uma conta ou faz uma transferência, através de toques no visor e o número da senha, esse dinheiro movimentado é real ou virtual? &lt;br /&gt;Dinheiro é o papel moeda que você pega (e que está cada vez mais escasso no meu bolso) ou são dígitos que aparecem ou desaparecem (mais comum a segunda forma) de nosso extrato bancário conforme as nossas transações financeiras ou comerciais? &lt;br /&gt;"Agora os objetos me percebem", escreveu Paul Klee ao comentar sobre as respostas que uma das "máquinas de visão" davam aos comandos do ser humano. Quando entramos num carro e fechamos o vidro e sentimos o conforto do banco, ouvimos a música preferida, ligamos o ar com a temperatura que desejamos e vemos a paisagem passar pela janela, não torna-se, no nosso imaginário, virtuais as imagens que nossos olhos percebem a partir do nosso mundo intra-veículo? Pelo menos até o primeiro buraco, sua resposta poderá estar propensa ao sim. &lt;br /&gt;Se o virtual já habita o real imagine então o que não estará no mundo "essencialmente" virtual. Será que não procuramos encontrar nele a verdade que o mundo real não nos apresenta? A era da informatização veio como um divisor de águas nessa história. Viajar, aprender, experimentar, amar tudo ficou tão fácil, presente, "concreto" diante de um computador. Um paradoxo. O voltar-se para o "eu" me faz ser mais parte do todo. "- Tenho o mundo!". "Quanto mais nos servimos da simulação como meio de escrita e de invenção do mundo, mais corremos o risco de confundir o mundo com as representações que fazemos dele", diz o escritor e pesquisador francês Philippe Quéau. Responsável pelo evento anual "Imagina", sobre novas tecnologias de imagem, Quéau nos recomenda uma saudável inquietação com as conseqüências psicológicas que um excessivo consumo de um universo virtual cria. &lt;br /&gt;O escritor francês lembra que uma tendência à desrealização toma todas as pessoas que se apegam demasiadamente à perfeição limpa das matemáticas ou ao rigor lúdico da informática. "Se não tomarmos cuidado, estas técnicas, em suma são particularmente perigosas, já que nos seduzem, pelo seu funcionamento `ideal` sem privar-nos de nenhumas das ilusões sensoriais sem as quais poderíamos rapidamente nos cansar". O preocupante é o tornar-se fácil esquecer o mundo real e refugiar-se no conforto flexível e eficaz que esses meios ideais de "idealização" nos mergulham. Ah, e já que eu falei de cinema, vale a pena assitir "O passageiro do futuro", o primeiro, por que o outro é uma m...ou melhor, não é tão bom quanto o primeiro. Boa viagem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;(*) (*) Luís Victorelli é jornalista especializado em Divulgação Científica pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). Professor do Curso de Jornalismo da USC e diretor de Jornalismo da TV Centrinho/USP. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-95727475?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/95727475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/95727475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_06_15_archive.html#95727475' title=''/><author><name>Tiago</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06207624811273148683</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-95338003</id><published>2003-06-05T15:46:00.000-03:00</published><updated>2003-06-05T15:46:32.510-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;&lt;b&gt;Mais Matrix&lt;/b&gt;&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Tá, eu sei que já falamos muito de Matrix, mas se está no programa do curso eu também quero dar o meu palpite.&lt;br /&gt;Estava lendo uma reportagem em um site mexicano e vi um texto que utilizava um termo interessante para definir a tese filosofica proposta pelo filme. O termo usado foi "Materialismo Idealista" que seria uma contraposição ao "Idealismo Materialista". &lt;br /&gt;Coloco aqui só o trecho final do texto e deixo o link pra quem quiser dar uma olhada na integra: http://www.reforma.com/ciencia/Articulo/299837/#nota &lt;br /&gt;TEXTO:&lt;br /&gt;"La trama de la película Matrix gira alrededor de una computadora que maneja la mente de los humanos y les crea la ilusión de que llevan una vida normal en el Siglo 20. El asunto recuerda a Berkeley, para quien todas nuestras sensaciones son implantadas en nuestra mente por Dios todo bondadoso. En cambio, Matrix es una computadora maligna que "ordeña" la energía de los humanos; sin embargo, por tratarse de una máquina material, no corresponde exactamente a la tesis de Berkeley, para quien la materia misma es una ilusión.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La tesis filosófica de que una estructura material, como una computadora, es la que produce imágenes en nuestra mente, podría llamarse materialismo idealista, al contrario del idealismo materialista de Descartes y Berkeley. De hecho, con tanta realidad virtual a nuestro alrededor, parece que ya estamos en pleno siglo del materialismo idealista." &lt;br /&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-95338003?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/95338003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/95338003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_06_01_archive.html#95338003' title=''/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15679800939458892897</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-95290052</id><published>2003-06-04T13:38:00.000-03:00</published><updated>2003-06-04T13:38:27.733-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Caros companheiros,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei estarrecido lendo no domingo último (01/06) as palavras de Élio Gaspari na Folha de São Paulo. "Bush cria Roma de mentira". Quem viu "Mera concidência" deve ter sentido a sensação de "deja vu" cada vez que a televisão mostrava imagens do fantastico resgate da soldado norte-americana no Iraque. Nesse texto, Gaspari desvenda toda essa encenação. Como o cinema fez "bem" ao Sr. Bush... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que agora estão apertando o cerco do Sr. Tony Blair sobre os documentos falsos sobre as supostas armas químicas de Saddam. Será que podemos tem uma centelha de esperança que esse dois fabricadores (ruins) de imagens caiam em desgraça??&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-95290052?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/95290052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/95290052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_06_01_archive.html#95290052' title=''/><author><name>Mario Iughetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07351878008648204600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-95218370</id><published>2003-06-02T23:41:00.000-03:00</published><updated>2003-06-02T23:41:40.386-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>(Nem Tão) Simplismente Matrix&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em cenas muito mais frenéticas e recheadas de técnicas marciais, Matrix Reloaded se apresentou ao público como umas das seqüências mais eletrizantes do cinema e mercadológicas do cinema. Uma coisa porém deve ser respeitada. Os diretores pensaram em cada detalhe, até no programa que aparece na tela do computador, um software real chamado Nmap usado para achar uma porta vulnerável na máquina-alvo e acessá-la usando um bug do SSH descoberto em 2001.&lt;br /&gt;A astúcia do roteirista fez com que o espectador esperasse ainda mais pelo último filme da trilogia para entender qual será o final do dilema vivido por Neo e a raça humana.&lt;br /&gt;Confesso que o primeiro filme me surpreendeu mais com o questionamento de que o mundo é um simulacro. &lt;br /&gt;Mas agora, ao assistir Reloaded esse dilema foi deixado um pouco de lado dando lugar a lutas cheias de efeitos e a uma Babilônia subterrânea prestes a ser invadida pelas máquinas.&lt;br /&gt;Muito mais subliminar dessa vez, a mensagem de convivência das máquinas e do homem passa pela película temperado com um pouco do romance de Neo e Trinity.&lt;br /&gt;Mas realmente a parte do filme que me deixou boquiaberto foi a aparição do personagem Arquiteto. &lt;br /&gt;Apresentado como “o criador da Matrix”. &lt;br /&gt;Peço licença para fazer uma análise muito particular desse personagem. &lt;br /&gt;Vocês repararam no contraponto das roupas de Neo e do Arquiteto (Preta e Branca), &lt;br /&gt;no controle remoto que revelava telas com imagens de toda a humanidade??? &lt;br /&gt;Criador. Quem é o nosso criador??  Um tema quase bíblico está sendo discutido em Matrix. Será que a Matrix necessariamente é um programa de computador? &lt;br /&gt;Para provar o que estou dizendo o Arquiteto conta a Neo que ele não é o primeiro Predestinado, &lt;br /&gt;que já existiram 6 antes dele. E que a humanidade já tinha sido aniquilado outras vez, que isso fazia parte do sistema. &lt;br /&gt;Será que qualquer semelhança com a Arca de Noé é mera coincidência? Seria Neo Jesus Cristo a salvar a humanidade? &lt;br /&gt;O personagem inclusive pode usar seu livre arbítrio para escolher entre o fim ou a continuação da humanidade.&lt;br /&gt;Mas o que importa é que, a partir desse momento o filme ganha força e revela ao que veio. &lt;br /&gt;A Matrix além de controlar a vida de todos nós, ainda prevê que rebeliões como a Zion aconteçam como parte de erros de um sistema simples como o Word, fazendo com que o episódio 1 da trilogia vá por água a baixo e a luta dos humanos vire uma infantilidade planejada pelos próprios pais.&lt;br /&gt;É como se o filme sugerisse que de certa forma Deus faria o mesmo com os homens, ou, ao menos, com aqueles que Nele acreditam&lt;br /&gt;O que me deixou intrigado foi a maneira como os diretores destruíram o episódio anterior &lt;br /&gt;para construir um novo dilema para o último filme da trilogia. &lt;br /&gt;Reloaded pareceu apenas uma forma mercadológica de se ganhar tempo para o que ainda estar por vir...como diriam no mundo dos espetáculos...it’s time for Revolution!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-95218370?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/95218370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/95218370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_06_01_archive.html#95218370' title=''/><author><name>rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13751133395817473932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-95196034</id><published>2003-06-02T13:03:00.000-03:00</published><updated>2003-06-02T13:03:21.890-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Oi gente, essa é a primeira vez que participo do blog... acho que esse artigo é importantíssimo para nós e não pode passar em branco, especialmente por seu autor ser Ted Turner. Ele foi publicado ontem, no The Washington Post (reproduzido pelo Estadão). Beijos a todos, Marina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingo, 1 de junho de 2003    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mídia nos EUA: monopólio ou democracia? &lt;br /&gt;TED TURNER &lt;br /&gt;The Washington Post &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã, a Comissão Federal de Comunicações (FCC) deve adotar dramáticas mudanças de regulamentação que vão estender o domínio de mercado de cinco corporações da mídia que controlam a maior parte do que os americanos lêem, vêem e ouvem. Sou um grande acionista na maior dessas cinco corporações e ainda assim – falando só por mim e não pela AOL Time Warner – me oponho a essas regulamentações. Elas reprimem o debate, inibem novas idéias e impedem menores empresas de tentarem competir. Se essas regulamentações estivessem em vigor em 1970, teria sido virtualmente impossível que eu iniciasse a Turner Broadcasting ou, dez anos mais tarde, lançasse a CNN. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A FCC votará sobre várias propostas, incluindo aumentar a cobertura sobre quantas estações de TV podem ser propriedade de uma corporação e permitindo a corporações únicas ter estações de TV e jornais no mesmo mercado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se um jovem empresário de mídia estiver tentando começar seu negócio, hoje, sob essas regulamentações propostas, ele ou ela não poderiam comprar uma estação de TV UHF, como eu fiz. Elas estão todas compradas. Mas mesmo se alguém tentasse comprar uma estação de TV, isso não seria suficiente. Para competir, é preciso ter boa programação e boa distribuição. Atualmente, ambas estão com conglomerados que mantêm o melhor para eles mesmos e deixam o pior para os outros – caso eles vendam qualquer coisa para alguém. É difícil competir quando seus fornecedores são propriedades de seus competidores. Nós compramos a MGM e vendemos mais tarde a Turner Broadcasting para a Time Warner porque tínhamos pouca escolha. O grande estava ficando maior. O pequeno estava desaparecendo. Tínhamos de conquistar acesso à programação para sobreviver. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas outras companhias independentes de mídia estavam sendo engolidas pela mesma razão – porque não tinham tudo de que precisavam sob o próprio telhado e seus competidores tinham. O clima após a esperada decisão da FCC de amanhã vai encorajar ainda mais a unificação e ser ainda mais hostil às empresas menores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independência – Por que o país deveria se preocupar? Quando se perdem empresas menores, se perdem grandes idéias. Pessoas que têm as próprias empresas são seus patrões. São pensadores independentes. Sabem que não podem competir imitando os grandes nomes; têm de inovar. Portanto, estão menos obcecadas com ganhos do que com idéias. Estão dispostas a correr riscos. Quando, com minha iniciativa, a Turner Communications (agora Turner Broadcasting) comprou sua primeira estação de TV, que na época estava perdendo US$ 50 mil por mês, meu conselho de diretores fez forte objeção. Quando a Turner Broadcasting comprou sua segunda estação, que estava num estado ainda pior do que a primeira, nosso contador se demitiu em protesto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grandes corporações de mídia estão bem mais focalizadas no lucro e com aversão ao risco. Elas às vezes confundem lucros de curto prazo e valor de longo prazo. Acabam com a programação local porque é cara e empurram a programação nacional porque é barata – mesmo se transmitirem algo contra os interesses locais e os valores da comunidade. Para uma corporação lançar uma nova idéia, é preciso que tenha o acompanhamento de executivos obcecados com ganhos trimestrais e assustados em ser demitidos por uma idéia que falhe. Muitas vezes, as corporações preferem ficar à parte esperando para comprar as empresas ou imitar os modelos dos empreendedores arriscados bem-sucedidos. (Duas grandes corporações recusaram meu convite para investir no lançamento da CNN.) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é uma posição compreensível para uma corporação – mas, para uma sociedade, é como excesso de pesca nos oceanos. Quando as pequenas empresas acabarem, de onde virão as novas idéias? Nem essa tendência dá bom sinal para novas idéias em nossa democracia – idéias que vêm só de notícias diversificadas e de uma reportagem vigorosa. Sob as novas regulamentações, haverá mais unificação e mais compartilhamento de notícias. Isso significa demitir repórteres ou, em outras palavras, diminuir a força de trabalho que nos ajuda a ver nossos problemas e nos faz pensar sobre as soluções. Ainda mais preocupantes são os sinais alarmantes de que grandes corporações da mídia – com forte poder no mercado – poderiam abusar desse poder manipulando a cobertura das notícias no sentido de servir aos seus interesses políticos ou financeiros. Há sempre o perigo de que as organizações de notícias possam empurrar histórias positivas para conquistar amigos no governo, ou liberar histórias negativas sobre artistas, ativistas ou políticos que cruzam seu caminho, ou contar à sua audiência só notícias que confirmem visões estabelecidas. Mas o perigo é maior quando não há competidores para transmitir o lado da história que a corporação quer ignorar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À margem – Naturalmente, as corporações anunciam que nunca iriam suprimir a expressão. Pode ser verdade. Mas não são suas intenções que importam. São suas capacidades. As novas regulamentações da FCC dariam a essas corporações mais poder para remover idéias importantes do debate público e é precisamente esse poder que as regulamentações deveriam impedir. Algumas organizações de notícias tentaram marginalizar oponentes da guerra no Iraque, desmerecendo-os como um elemento à margem do assunto. O papa João Paulo II também se opôs à guerra no Iraque. Quão mentalmente estreita nós transformamos a nossa discussão pública para que a opinião do papa fosse considerada fora dos limites do debate legítimo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa democracia precisa de um diálogo mais amplo. Como o juiz Hugo Black escreveu numa opinião de 1945: “A Primeira Emenda repousa sobre a suposição de que a mais ampla disseminação de informação possível de diversas e antagônicas fontes é essencial para o bem-estar do público.” Salvaguardar o bem-estar não pode ser a primeira preocupação de grandes companhias de mídia envolvidas comercialmente com o público. Seu trabalho é buscar lucros. Mas se o governo escreve as regulamentações de uma certa maneira, companhias buscarão lucros de uma maneira que serve ao interesse público. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se amanhã a FCC decidir ir em outra direção, isso não deve ser o fim da discussão. Poderosos grupos públicos ao redor do espectro político se opõem a essas novas regulamentações e estão furiosos com sua falta de participação no processo. Pessoas que não se podem fazer ouvir numa arena muitas vezes encontram meios de ser ouvidas em outras. O Congresso tem o poder para alterar as mudanças de regulamentação. Membros de ambos os partidos se opõem às novas regulamentações. Isso não acabou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ted Turner é fundador da CNN e presidente da Turner Enterprises Inc.  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-95196034?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/95196034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/95196034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_06_01_archive.html#95196034' title=''/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07405876900708798238</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-95192234</id><published>2003-06-02T11:32:00.000-03:00</published><updated>2003-06-02T11:32:29.150-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Caro Aléssio,&lt;br /&gt;Conforme combinamos nas primeiras semanas de aula, o BLOG do curso não é um espaço destinado às reclamações dos alunos em relação ao curso de ASAV, nem para resolver questões burocráticas. Para isso existem outros meios de comunicação. O WEBLOG é um espaço de troca de informações a partir do conteúdo sugerido para o curso e dos desdobramentos das discussões e reflexões conduzidas em sala de aula, que podem envolver os textos e os vídeos/filmes analisados. &lt;br /&gt;Se não há nada que te incentivou a entrar "nessa coisa" foi porque você ignorou solenemente o curso (entre no item AVALIAÇÃO do site e leia o item 4).&lt;br /&gt;Não me interessa "ferrar" ninguém, muito menos carimbar os alunos com um número. Só gostaria que eles se dessem ao trabalho de refletirem  minimamente a partir dos temas sugeridos (e há várias maneiras de fazê-lo, inclusive me entregando um texto via e-mail, se não quer "perder tempo" com discussões que fogem à tua "área de interesse"). &lt;br /&gt;Você entrou no blog e se limitou a reagir em função do que leu, ao invés de construir, criar, propor uma leitura a partir de algum fenômeno. Esta é que é uma postura arrogante. De resto, como saber se você é ou não arrogante se não se apresentou durante o semestre inteiro? &lt;br /&gt;O filme "Matrix", assim como outros, faz parte do nosso programa. Se topou entrar no curso você tinha que ver sim esse e os outros filmes propostos. Mas se o teu texto é um desabafo em relação ao curso, além de não ser este o espaço adequado para explicitá-lo, você encontrou a pior maneira de expressá-lo.&lt;br /&gt;Você usa a expressão "não há nada que me incentive a acessar essa coisa". Isso me parece revelador. Em breve discutiremos um texto de Gilles Deleuze, "Post-Scriptum Sobre as Sociedades de controle", no qual ele lembra que "muitos jovens pedem estranhamente para serem "motivados", e solicitam vários estágios e formação permanente; cabe a eles descobrir a que estão sendo levados a servir, assim como seus antecessores descobriram, não sem dor, a finalidade das disciplinas".&lt;br /&gt;Para terminar: as diferenças só nascem dos paradoxos e não existe debate construtivo a partir da demolição gratuita, assim como do elogio à ignorância.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-95192234?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/95192234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/95192234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_06_01_archive.html#95192234' title=''/><author><name>Silvio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10617364121622954649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-95092108</id><published>2003-05-30T16:00:00.000-03:00</published><updated>2003-05-30T16:00:57.790-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Nunca assisti esse filme. Acho uma perda de tempo ficar discutindo apenas isso. Dessa maneira, não há nada que me incentive a acessar essa coisa. Se isso for contar na minha nota, eu tô ferrado. Não assisto muitos filmes. Ainda mais esses de hollywood. Desculpem! Devo parecer um pouco arrogante. Quem me conhece sabe que não sou. Mas não estou vendo nada de bacana em fazer isso. Admiro vocês pelo interesse e pela boa vontade, mas essa não é a minha área. No quesito cultura, sou um ignorante confesso.&lt;br /&gt;Mesmo assim, acredito que as diferenças são construtivas, ajudam o debate e fortalecem a democracia.&lt;br /&gt;Um grande abraço e fiquem com Deus!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-95092108?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/95092108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/95092108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_05_25_archive.html#95092108' title=''/><author><name>Alessio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05318636075457027439</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-94577046</id><published>2003-05-19T09:31:00.000-03:00</published><updated>2003-05-19T09:31:38.916-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Muito Além de Efeitos Especiais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;	Bullet time é uma inovação tecnológica em que o momento é congelado e vemos o tempo na velocidade da luz ou do som. O impacto dessa novidade causou furor entre os admiradores de filmes de ficção. Ficção? Em Matrix, o virtual não se opõe ao real, mas sim aos ideais de verdade, que são a mais pura ficção. No tempo de um disparo, alguém salta e o cronômetro pára. A câmera rodopia em 360º e balas cortam uma atmosfera fluida – Paul Virilio preconiza que a velocidade é uma forma de iluminação.&lt;br /&gt;Além de render milhões de dólares à Warner, o filme, idealizado pelos irmãos Wachowski, revela surpresas e novos paradigmas. Nada é gratuito. O que é virtual? A voz de fundo de Pierre Lèvy é a trilha sonora de Matrix: o movimento da desterritorialização nos enxertou no hipercorpo da humanidade onde pensamos reunidos e dispersos no hipercórtex das nações, a nova morada do gênero humano. Matrix é o ciberespaço, onde, "no limite, só há um computador cujo centro está em toda parte, hipertextual, vivo, virtual, inacabado, um computador de Babel", profetiza Lèvy.&lt;br /&gt;Para viver o papel de Neo, Andy e Larry Wachowski exigiram que Keanu Reeves lesse Baudrillard e se apropriasse do conceito da estética do simulacro enquanto desaparição do real. O livro X de Platão trata justamente da arte e fica clara sua hostilidade ao simulacro quando "sacrificam-se as pro-porções exatas para substituí-las pelas proporções que dão ilusões". Os irmãos de Illinois engendraram um laboratório conceitual lúdico, amalgamando a moderna teoria da informação com a filosofia epistemológica. &lt;br /&gt;A idéia central do filme remete à busca da verdade ou do discernimento entre o mundo sensível e o mundo das idéias. Matrix é metalinguagem: é a Alegoria da Caverna futurista, que serve de instrumento para desvendarmos o filme. Na Caverna de Platão existem pessoas morando desde a infância presas por correntes. A realidade é feita de sombras projetadas no fundo da caverna consistindo para eles o único universo conhecido. A Alegoria é a metáfora de como percebemos o mundo: estamos todos prisioneiros no mundo sensível sem acesso ao mundo das idéias onde existem os seres e objetos em sua di-mensão completa. &lt;br /&gt;É Sócrates quem vai narrando a fábula para Glauco. "Se libertassem um dos presos e o forçassem imediatamente a se levantar e a olhar para a luz", ofuscado, ele não conseguiria reconhecer os objetos dos quais só conhece as sombras. Em Matrix, Neo é resgatado de sua "prisão" para enxergar com seus próprios olhos o que é real, sua vida e o mundo. Depois da ajuda, saindo da "caverna", rompendo com as trevas, o prisioneiro, assim como Neo, vai se acostumando à luz. Vai sendo capaz de "encarar a luz da fogueira, os objetos fabricados, a luz do sol refletida nas águas e na lua, até tornar-se capaz de olhar de frente o próprio sol.&lt;br /&gt;O Bem é um sol invisível, epistêmico, que ilumina o homem sábio – é o Deus platônico. Para ele, a luz é a metáfora visual do conhecimento. Algo como o Espírito Santo que desce dos céus, em Pentecostes, em forma de línguas de fogo, enchendo de sabedoria os apóstolos. Não é fortuitamente que a personagem capaz de abalizar as suspeitas de Neo chame-se Trinity. É Platão dialogando com Matrix.&lt;br /&gt;Neo sente que há algo errado com o mundo, mas não sabe o que é. Tri-nity o leva para Morfeu que o ajudará a encontrar as respostas. Assim como os habitantes da Caverna estão prisioneiros no mundo sensível, sem consciência dessa situação, Neo descobre que a Matrix é um programa que fabrica a "realidade". Na verdade, somos escravos encasulados servindo de pilha, fonte de energia para as máquinas. A inteligência artificial assumiu o controle depois do holocausto final. Morfeu é o líder de um grupo que se libertou de Matrix e tenta salvar a raça humana. Matrix são as sombras projetadas no fundo da caverna.&lt;br /&gt;Neo, à semelhança dos prisioneiros acorrentados da Caverna, primeira-mente toma consciência de que vive no mundo das ilusões, dos sentidos, das sombras, para só depois adquirir um conhecimento mais profundo a respeito das verdades fundamentais. Aqui está o cerne da questão: que tipo de lição Neo espera obter que o leve de encontro ao Bem platônico? É Sócrates quem oferece a chave desse caminho por meio do autoconhecimento, da subjetivi-dade – "Conhece-te". Morfeu revela-se o Sócrates incomodador instigando seu pupilo Neo (Glauco) a dar os primeiros passos para descobrir a verdade sobre si mesmo. "Tudo o que eu ofereço é a verdade", diz ao descerrar o véu da ilusão diante dos olhos de Neo. &lt;br /&gt;Acreditando ser ele o escolhido, Morfeu o liberta e juntos vão consultar o oráculo. Essa cena é imediatamente associada à "Ciência e Missão de Só-crates". Querefonte arriscou uma consulta ao oráculo de Delfos: pergunta se havia alguém mais sábio do que Sócrates. "Respondeu a Pítia que não havia ninguém mais sábio." Questionado sobre esse fato, Sócrates parte, investigan-do junto daqueles tidos como sábios, a fim de rebater o oráculo. "Cumpria-me, portanto, para averiguar o sentido do oráculo, ir ter com todos os que passavam por senhores de algum saber".  "Só sei que nada sei", diz Sócrates. &lt;br /&gt;A Pítia de Neo revela que ele não é o messias. Porém, para alguém que não acredita em destino, ela só está dizendo o que ele quer ouvir: você não é o predestinado, você poderá ser especial pelas suas obras. Para Sócrates, somos o que fazemos, porque o que fazemos é o que nos faz. &lt;br /&gt;A Alegoria e o filme comungam um conceito pedagógico importante de se salientar. A estratégia socrática de gerar um desequilíbrio é aplicada ao se ensinar as mais básicas e fundamentais verdades. O método socrático incita ao reconhecimento da "atopia", algo estar fora de lugar, o estranhamento, a dúvida. A confusão que o líder do grupo causa em Neo é a mesma que Sócrates produz em seus interlocutores. Para Glauco, os prisioneiros da Caverna são muito estranhos. Para Jorge Cláudio Ribeiro, essa estranheza é fruto de nosso conhecimento sombrio. Glauco, Neo, todos nós, somos estranhos a nós mesmos, inseridos num mundo de contornos imperfeitos.&lt;br /&gt;É impossível não se render ao fascínio pelo tema explorado em Matrix. Os irmãos Wachowski se refestelaram em Platão. E, como em todo filme de ficção científica, primaram também pelos detalhes na interpretação de um mundo futuro. O contraste entre o real, sua atmosfera sombria, devastada (iro-nicamente muito semelhante ao interior da caverna da Alegoria), e o virtual, o mundo digital esverdeado como as telas de computador, evocam um novo paradigma: "A idéia do fim da ilusão também não é uma ilusão?", provoca André Parente em O Virtual e o Hipertexto. Em Matrix, a imagem não é pensada como representação da realidade. Pelo contrário: o real só existe em função do que a imagem permite visualizar.&lt;br /&gt;Em que sentido vivemos toda a potencialidade de nossas vidas, adqui-rimos um conhecimento verdadeiro reconhecendo as cavernas sob nossos pés, fazemos as perguntas certas? Neo precisa libertar sua mente e para isso Morfeu propõe todas essas questões. A ilusão está em todo lugar, seja como ideal de verdade, seja como fim da ilusão. "Só nos resta escolher como nos coloca-mos", elucida Parente.&lt;br /&gt;A fábula da Caverna tem uma grande moral: só a educação tem o poder de libertar os prisioneiros do mundo das sombras, das sensações, das incerte-zas guiando-os ao mundo das idéias perfeitas, do conhecimento. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-94577046?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/94577046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/94577046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_05_18_archive.html#94577046' title=''/><author><name>Mario Iughetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07351878008648204600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-94466125</id><published>2003-05-16T16:36:00.000-03:00</published><updated>2003-05-16T16:36:49.043-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Mudanças na Matrix&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, Bruno, não estamos nem um pouco distantes da Matrix. Aliás, vivemos numa. E, se a cultura - um “sistema de significações essencialmente envolvido em todas as formas de atividade social” (vide texto de André Larcher abaixo) - é esta Matrix, este sistema de convenções, então o que pretende a banda Blur é modificar  a Matrix ocidental no que diz respeito ao Iraque.&lt;br /&gt;Segundo o Estadao.com (leia nota abaixo), a banda vai gravar seu novo álbum no Iraque e quer, como isso, ajudar a “mudar a imagem da cultura iraquiana no Ocidente”. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Blur vai gravar novo disco no Iraque &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nova York - O Blur quer fazer música no Iraque. Damon Albarn, o líder da banda, disse que o próximo álbum deve ser gravado em Bagdá. O cantor, que nos últimos tempos fez gravações no Mali e no Marrocos, disse que adora a música iraquiana e acha que o trabalho ajudaria a mudar a imagem da cultura islâmica no Ocidente. Em entrevista ao semanário inglês New Musical Express, ele também aproveitou para alfinetar os integrantes do Oasis, de quem é inimigo público há muito tempo. "Dou risada quando vejo o quanto eles são obcecados pelos Beatles e bloqueiam todas as outras influências", disse ele. "Até os Beatles deixaram a Inglaterra por um ano para conhecer a cultura indiana e voltaram com um discurso muito mais político." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-94466125?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/94466125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/94466125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_05_11_archive.html#94466125' title=''/><author><name>Giuliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07013531409542230985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-94408577</id><published>2003-05-15T17:16:00.000-03:00</published><updated>2003-05-15T17:16:21.646-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;i&gt;&lt;b&gt;Não existe humano sem Matrix&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós sempre vivemos, e sempre viveremos, numa espécie de Matrix: chama-se cultura. O filme mostra um mundo de representações em que a humanidade está presa, em contraposição ao efetivamente real. A questão é que essa realidade “efetivamente real” já é, ela própria, uma representação do mundo. Toda a percepção da realidade é mediada por símbolos e significações, e o conjunto desses mediadores forma uma determinada cultura. O filme faz a contraposição entre a representação e o real, o que de fato não existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raymond William, historiador social, conceitua o sentido antropológico do termo &lt;i&gt;cultura&lt;/i&gt; como “sistema de significações essencialmente envolvido em todas as formas de atividade social”. Nós não só entendemos o mundo de acordo com esse sistema de significação, mas nosso mundo &lt;i&gt;é&lt;/i&gt; esse sistema. A cultura não é um filtro que está entre o entendimento humano e a realidade objetiva. Ela é a própria realidade. Assim, por mais que fujamos da Matrix, não existimos numa realidade objetiva, “efetivamente real”, nossa percepção é uma representação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruno Fiúza, o Brunão, escreveu nesse blog que a mídia seria análoga à Matrix, pois falsearia os fatos, nos envolvendo de um universo mentiroso. Estou plenamente de acordo, com a ressalva de que, com o sem mídia, não temos, e nunca tivemos, acesso ao efetivamente real. Somos um sistema de representações, e como tal não acessamos a realidade objetiva, pois ela não existe. E se existe, nunca foi vista.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-94408577?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/94408577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/94408577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_05_11_archive.html#94408577' title=''/><author><name>Andr�</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423699403903993325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-94349145</id><published>2003-05-14T17:56:00.000-03:00</published><updated>2003-05-15T15:44:52.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Queria comentar o artigo do André Larcher. Vejamos se entendi sua tese...Você primeiro argumenta que vivemos em uma época de apologia à ténica. Investe-se, você exemplifica, em computadores, mas não em bons professores para escolas públicas. Concordo. Depois, afirma que a arte, parte do mundo, não escapa do apelo da tecnologia. Prossegue ressaltando que "voltar-se contra a técnica é bobagem". Concordo e acrescento que é inevitável....E que "apesar da ilusão de que agora as coisas me percebem, quem dispara o flash é o dedo humano". Até aqui eu acompanhei. Mas será que quem dispara é mesmo o dedo humano? Aliás, reformulando a pergunta: será que, como você conclui seu texto, a arte de boa qualidade é resultado, sempre, do bom artista? Não sei, não. &lt;br /&gt;Eu concordo que a interferência humana faz diferença. "Artista bom realiza arte de boa qualidade" ou "artista não depende necessariamente da técnica" são premissas que você levanta e me parecem corretas. Mas não tenho certeza se outras idéias, quase contrárias a essas acima, sejam falsas: "a técnica por si só pode produzir arte de boa qualidade e arte boa", exista "arte não-intencional de boa qualidade". Se uma máquina dispara, ela um dia poderá fazer arte? O homem tem esse controle todo sobre o resultado da obra de arte? Será que a técnica não influi no pensamento, no &lt;i&gt;modus operandi &lt;/i&gt;dos artistas?&lt;br /&gt;Dúvidas mais do que certezas, mas queria levantar estes pontos......E, para terminar, a frase do Klee, para mim, não é ilusão - os objetos nos percebem, cada vez mais. Até não queria que fosse assim, sua perspectiva me parece mais utópica e humana....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-94349145?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/94349145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/94349145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_05_11_archive.html#94349145' title=''/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15442371964931496094</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-94229693</id><published>2003-05-12T19:37:00.000-03:00</published><updated>2003-05-12T19:37:25.343-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A Matrix Hoje&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se em algum nível podemos dizer que vivemos dentro da Matrix já nos nossos dias, sem dúvida esse nível é aquele que diz respeito a nós (pseudo, futuros, etc..) jornalistas: é o nível da comunicação. Antes que alguém ache que isso não passa do devaneio de um lunático gostaria de apresentar os argumentos para defender esse ponto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro e mais óbvio me parece ser a crença cada dia mais difundida de que existe “um mundo criado pela mídia”. Para os que consideram isso síndrome de teoria da conspiração eu recomendo assistir o filme Muito Além do Cidadão Kane ou pegar qualquer edição do nosso glorioso Contraponto ou visitar a página do Observatótio da Imprensa. Pegando só os exemplos do filme, que tal o episódio do comício das Diretas Já que reuniu 1 milhão de pessoas na Praça da Sé e a Globo noticiou como o aniversário da Cidade de São Paulo ? Seguindo a mesma linha, não custa pensar nas duas primeiras edições do Fórum Social Mundial e a cobertura dedicada a ele pela imprensa nacional, ou quem sabe lembrar da primeira guerra do Golfo e pensar que a CNN vendeu a idéia de que existiam “armas inteligentes” capazes de devastar enormes áreas sem tirar uma vida sequer. Atualizando um pouco o mesmo exemplo, não custa pensar na mais recente guerra do Golfo e lembrar da postura da grande mídia americana que criou a ficção de “libertar” um povo bombardeando-o !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitando a última guerra, que tal pegar o já tão comentado discurso do Michael Moore na cerimônia de entrega do Oscar ? Até que ponto o que ele diz ali se distancia tanto assim das palavras de Morfeus ? O ponto aqui é: o princípio da Matrix é a geração de uma realidade “artificial” que permite às máquinas darem uma ilusão de vivência aos humanos que na verdade sobrevivem fisicamente apenas para gerar energia vital para as máquinas. A criação desse ambiente “artificial” consiste justamente na manipulação de determinados parâmetros capazes de incidir na percepção dos humanos vegetais a fim de gerar neles uma sensação de “realidade”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;	Pois bem, transferindo para a mídia: no momento em que um determinado veículo como a Globo, por exemplo manipula determinados parâmetros para dar a uma determinada distorção um aspecto de “realidade” ela não age de maneira parecida ? O exemplo das Diretas Já talvez seja infeliz neste sentido pois já na época a maioria da população já não dava credibilidade ao que a emissora dizia sobre essa questão, mas e quanto ao debate Collor/Lula de 89 ? Como a maior parte de uma país de (na época) 150 milhões de habitantes aceita como “real” algo que hoje há unanimidade em considerar uma fraude ? O mesmo raciocínio se aplica ao mito das “armas inteligentes”, hoje absolutamente desacreditado, mas que na época foi aceito tranqüilamente. Até que ponto a manipulação desses parâmetros difere tanto daquele promovido pela Matrix ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;	Claro, deve se fazer a ressalva de que ao falarmos do nosso mundo ainda lidamos com um conceito do que seria “a realidade” em si, enquanto no filme já não se pode mais falar NA realidade, mas sim em QUAL realidade, como fica claro no diálogo onde Morfeus mostra o suposto “mundo real” a Neo e faz a pergunta “mas, afinal, o que é a realidade ?” Essa âncora de realidade que ainda permite separar o “verdadeiro” do “distorcido” é o que nos orienta em relação à mídia, e nesse sentido não deixa de ser revelador o fato de um jornal de esquerda intitular-se “Brasil De Fato” em oposição a um suposto Brasil fictício criado pela suposta mídia burguesa. Ora, isso não permite um paralelo com o navio de Morfeus que navega em meio à Martrix desestabilizando-a ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;	Talvez tudo isso que foi dito acima seja leviano se não o colocarmos no contexto da discussão do virtual. Confesso que o conceito de virtualização ainda não é tão claro assim para mim, mas caso não esteja enganado, o virtual é aquilo que ainda não possui uma existência concreta e palpável, mas que já é real enquanto possibilidade de um determinado problema, ou situação, etc... Bem, em suma a Matrix é isso, não é ? Uma possibilidade de existência que não é concreta (já que só existe na cabeça das pessoas e nos códigos computacionais da Matrix), mas que nem por isso deixa de ser “real”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;	Voltando para o paralelo, não é de maneira parecida que age o noticiário relativo ao mercado financeiro ? As próprias informações são fontes de criação de possibilidades, ou de outra forma, especulações destinadas a virtualizar o próprio mercado. Informações geradas pelo mercado que tem a capacidade de interferir na realidade não concreta das transações financeiras, e por isso essencialmente virtuais. Bem, acho que não seria nenhum absurdo afirmar que é o mercado financeiro o motor que gira as decisões do mundo contemporâneo, e se esse motor é orientado por informações que virtualizam as decisões a cada instante, isso não se aproxima do papel das máquinas na Matrix, que ao mesmo tempo criam a programação que gera o mundo virtual onde os humanos pensam viver e mandam os agentes para corrigir eventuais desvios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;	Tivemos a possibilidade de assistir de camarote a esse espetáculo no ano passado. A crise da fuga de capitais que teria quase levado o Brasil à falência não é também uma virtualidade ? Virtualidade na medida em que a falência do país já era uma realidade virtual enquanto possibilidade, dependendo apenas das informações geradas pelo próprio mercado  para que se concretizasse ou não. Como se viu essa realidade virtual não adquiriu uma concretude, graças ao surgimento da “esperança”. E, santa ironia, o que há de mais virtual do que a “esperança” de Lula ? Enquanto possibilidade ela de fato se tornou realidade a partir da vitória nas urnas, mas ela não se CONCRETIZOU. Hoje vivemos a “esperança” virtual, já que como possibilidade não há como negar um status de realidade a ela, mas no plano da realidade palpável a cada dia fica mais clara a postura tão ou mais conservadora do atual governo em relação ao anterior, enquanto que na realidade virtual a cada dia é ATUALIZADA a esperança na mudança. É impossível negar o papel dos meios de comunicação nesse processo, que transformaram a imagem virtual de Lula de ameaça terrível ao mercado em salvador da pátria e exemplo global, manipulando parâmetros daquilo que confere “realidade” a alguma coisa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos tão distantes assim da Matrix ?&lt;br /&gt;	    &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-94229693?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/94229693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/94229693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_05_11_archive.html#94229693' title=''/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05736187922512003513</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-93884412</id><published>2003-05-06T17:57:00.000-03:00</published><updated>2003-05-06T17:57:36.153-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;i&gt;&lt;b&gt;As coisas e seus homens&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao que parece, a criatura tomou o lugar do criador. A técnica prevalece sobre o homem. O que era um meio, tornou-se um fim. Toda a tecnologia e os tecnocratas cantam em coro iluminista: “A ciência salva”. Acompanhando esse processo, o governo do estado de São Paulo “enriquece” as escolas públicas com computadores, e faz disso uma bandeira a ser seguida. Como os aparelhos não trazem consigo acompanhamento pedagógico, muito menos o governo paga instrutores para o uso, os computadores permanecem desligados, entulhados numa sala. O que aparenta progresso, é engodo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arte não escapa da onda. A famosa Hollywood, se fosse possível, chegaria a filmar a própria tecnologia. A maioria das grandes produções cinematográficas norte-americanas é pobre em conteúdo e milionária no primor técnico. Dessa forma, o objeto técnico parece ter-se tornado um mecanismo alienante, pois obriga o espectador girar em torno dos meios, fazendo da vida uma tautologia (fim = meio = fim). Em decorrência, a percepção do mundo fica automatizada, desprovida de mudança e impassível de interpretações adversas. A criatura depôs o criador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Os homens e suas coisas&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltar-se contra a técnica é bobagem. Apesar da ilusão de que “agora as coisas me percebem”, quem dispara o flash é um dedo humano. O que está em questão não é a técnica em si, mas o uso dela. Um exemplo bem simples: uma chave de fenda não gira sozinha; culpar a tecnologia pela má arte, seria o mesmo que condenar uma chave de fenda pelos parafusos mal apertados. A comparação não é piada, a questão é precisamente essa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A técnica não afeta o artista, afeta sim a arte. O artista em si não muda por conta do modo de produzir, o que fica alterado é a obra artística a que o aparato técnico dá acesso. Pintores e “cineastas de última geração” produzem arte por meio de objetos técnicos (pincel e câmera), e a obra não deve ser avaliada pela habilidade técnica dos artistas – apesar de ser tentador – mas pelo resultado final da produção, levando em conta quesitos estéticos e conceituais avessos à tecnologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O velho Beethoven mostrou isso muito bem: com apenas quatro notas (tã, tã, tã, TÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃ) ele entrou de sola em toda a história, fazendo-se ouvir por toda a eternidade. Quatro notas, em instrumentos já demasiadamente conhecidos entre os músicos, somente quatro notas. A técnica em si não diz respeito à má produção artística, o artista é quem o faz. Se existe o automatismo da percepção, certamente a “culpa” não é da técnica, mas dos “técnicos”.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-93884412?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/93884412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/93884412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_05_04_archive.html#93884412' title=''/><author><name>Andr�</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423699403903993325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-93873154</id><published>2003-05-06T14:19:00.000-03:00</published><updated>2003-05-06T14:19:42.673-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Após a discussão sobre o filme Dancer in the Dark, fiquei pensando sobre a questão da "cegueira", cegueira tão carregada de significados. Não sei se poderia estar estabelecendo este paralelo que imaginei, mas realmente não resisti. Essa questão me remeteu ao livro maravilhoso de José Saramago, o Ensaio sobre a Cegueira.&lt;br /&gt;Silvio, me corrija se estiver muito errada, mas acho que a intenção da cegueira proposta por ambos, filme e livro, é a mesma: denunciar a cegueira que cada vez mais assola o ser humano quanto ao capitalismo exacerbado e sua decorrente desumanização.&lt;br /&gt;  "Como aceitar o sofrimento agora para que o outro seja salvo no futuro? Como saber morrer para libertar o outro da condição que o aprisiona e compromete?" Como fazer isso em uma sociedade que nos leva cada vez mais a trabalharmos e agirmos como máquinas, enfatizando um individualismo que ultrapassa qualquer noção do real significado da palavra sociedade? Aliás, muitos já nem sabem mais o que significa "o outro".  (o trecho entre aspas é do texto  "O cinema utópico de Lars von Trier")&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-93873154?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/93873154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/93873154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_05_04_archive.html#93873154' title=''/><author><name>Camilla</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09742884034204659987</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-93395844</id><published>2003-04-28T09:54:00.000-03:00</published><updated>2003-04-28T10:00:49.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"Mas se as personagens de Blow Up não são mais prisioneiras de ligações neuróticas e nem são mais envolvidas em conflitos sentimentais, há no filme a presença de um novo elemento que não aparecera, pelo menos de maneira tão explícita, anteriormente: trata-se da tecnologia. O fotógrafo é um homem da técnica, e é justamente por meio da técnica fotográfica que ele empreenderá a sua busca, o entendimento de si e do mundo que o rodeia. Em Blow Up a tecnologia parece ocupar o lugar do conflito sentimental, substituindo-se a ele como um meio através do qual o homem moderno é levado a conduzir a sua experiência ontológica: no laboratório onde revela suas fotos, sob a luz alaranjada, Thomas parece oficiar uma cerimônia religiosa. (Igualmente no sentido desse recurso ao objeto técnico como instrumento de busca, Thomas escolheu a pá de hélice na loja de antiguidades, ela que irromperá na sua casa antes da revelação das fotos, propondo-se como uma espécie de objeto auxiliar no seu ritual e como inspiração do movimento.)&lt;br /&gt;Como homem moderno, a busca do fotógrafo passa justamente por uma "investigação" do objeto na acepção científica do termo, pelo seu exame acurado e pela indagação sobre a ordem de relações que estabelece com ele…A técnica fotográfica como mecanismo de "captação" do real é, em todos os seus passos (revelação, o corte e ampliação) o "meio" através do qual o herói de Blow Up vai se indagar sobre o sentido último das coisas e se perguntar se a verdade é dada ou não passaria de uma "construção" do seu espírito."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stella Senra  em "O último Jornalista". São Paulo, Estação Liberdade, 1997, pp. 160-1161.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-93395844?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/93395844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/93395844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_04_27_archive.html#93395844' title=''/><author><name>Silvio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10617364121622954649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-93315204</id><published>2003-04-26T19:45:00.000-03:00</published><updated>2003-04-26T19:45:55.456-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>No texto abaixo, esqueci de mencionar que a patricinha tirava suas fotos com uma polaroid! &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-93315204?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/93315204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/93315204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_04_20_archive.html#93315204' title=''/><author><name>Giuliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07013531409542230985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-93315061</id><published>2003-04-26T19:41:00.000-03:00</published><updated>2003-04-26T19:41:50.216-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Hoje, pensando na aula de ontem lembrei de uma passagem de um filme, que é um dos mais bestas que já vi, mas que ilustra  o trecho do texto de Paulo Menezes: "Se antes medíamos a foto pela modelo, agora medimos a modelo pela foto" (p.47) e tem a ver com a história que o Silvio contou sobre os americanos que não conseguiam fazer o pedido no bar pela falta das "pictures" dos lanches.&lt;br /&gt;O filme é "As patricinhas de Beverly Hills". Numa cena, a patricinha protagonista tira fotos suas ao invés de olhar no espelho porque, segundo ela, só a foto conta de verdade se ela está mesmo bonita.&lt;br /&gt;Além disso, ainda hoje vivenciei outro fato bem intessante sobre o assunto:&lt;br /&gt;Faço teatro e na aula de hoje tivemos uma oficina para câmera.&lt;br /&gt;Estávamos todos empolgados com a "aula diferente". Todos chegaram felizes, com espectativas, perguntas e tal. Fizemos dois exercícios diferentes, mas em nenhum momento quem estava sem filmado podia observar sua imagem no monitor, que estava voltado para uma pequena platéia composta pelo resto do grupo e os dois professores. &lt;br /&gt;Depois, nos juntamos para assistir parte do que foi gravado e fazer alguns comentários.&lt;br /&gt;Ao final da aula, a cara da maioria era de decepção ou mesmo de surpresa. Ninguém gostou da experiência de ver sua imagem na tv. No entanto, quem viu os outros colegas, comentou que quase nada havia de diferente, que o fulano era assim mesmo, blá, blká blá.&lt;br /&gt;Até aí, tudo normal, esta é mesmo nossa reação quando nos vimos em cenas de festinhas ou coisa parecida. Mas uma das alunas ficou realmente frustrada, disse que se os outros a viam daquela forma como ela apareceu na tv (que não era a forma como ela se via) então que ela estava se vendo de maneira errada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-93315061?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/93315061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/93315061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_04_20_archive.html#93315061' title=''/><author><name>Giuliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07013531409542230985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-93115477</id><published>2003-04-23T12:05:00.000-03:00</published><updated>2003-04-23T20:46:55.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Companheiros, o Blog do curso tem objetivos e rumos muito claros e precisos.&lt;br /&gt;Combinamos desde o início  (vide item "avaliação" no nosso site) que as contribuições para o BLOG deveriam incluir desde pequenos comentários até textos mais longos SOBRE TEMAS ABORDADOS DURANTE O SEMESTRE. É obvio que as colaborações devem estabelecer interfaces com o curso. &lt;br /&gt;O que me interessa do BLOG não é o seu aspecto "Meu Caro Diário", no qual cada aluno escreve o que lhe vem à cabeça. O WEBLOG é um espaço de troca de informações a partir do conteúdo sugerido para o curso e dos desdobramentos das discussões e reflexões conduzidas em sala de aula, que podem envolver os textos e os vídeos/filmes analisados. &lt;br /&gt;Por exemplo, entre a semana passada e esta semana os temas (basta verificar a programação do curso) são os seguintes:&lt;br /&gt;-O retrato como interface entre pintura e fotografia.&lt;br /&gt;-A passagem do mundo das Belas Artes para o mundo da técnica. &lt;br /&gt;-A subordinação da figura humana à técnica. &lt;br /&gt;-O tempo das imagens. &lt;br /&gt;-A inflação de imagens. &lt;br /&gt;-A explosão de velhas referências e a emergência de uma nova realidade mediada por imagens. &lt;br /&gt;Para subsidiar as discussões temos os seguintes textos, vídeos e filmes:&lt;br /&gt;- Pequena História da Fotografia (Walter Benjamin)&lt;br /&gt;-Vídeo: Ética das imagens (depoimento de Nelson Brissac Peixoto).&lt;br /&gt;-texto: Blow Up. imagens e miragens, in Tempo Social, rev. Sociol. USP, S. Paulo, 12(2): 15-35, novembro de 2000 &lt;br /&gt;-Filme: Blow-up (1966), de Michelangelo Antonioni&lt;br /&gt;Acho que não faltam assuntos para serem analisados, comentados, polemizados e aprofundados. &lt;br /&gt;Estabeleci esta forma de acompanhamento e avaliação do conteúdo do curso porque imaginei que seria mais enriquecedora e proveitosa.  &lt;br /&gt;Não entendo a recusa em estabelecer relações com o conteúdo do curso de ASAV. Ou a temática do curso não está interessando, o que faz com que algumas contribuições versem sobre outros temas, ou as leituras não estão sendo bem aproveitadas durante o curso. Ou ambas as coisas, aliadas a outros ingredientes que precisam ser discutidos (assim como o papel do blog no contexto da avaliação do curso de ASAV).&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-93115477?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/93115477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/93115477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_04_20_archive.html#93115477' title=''/><author><name>Silvio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10617364121622954649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-93023666</id><published>2003-04-22T00:39:00.000-03:00</published><updated>2003-04-22T00:39:50.700-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br /&gt;   Como parece que, neste momento, não há nenhum rumo nas discussões do blog, achei que não faria mal nenhum postar a letra dessa música do Itamar Assumpção. Quando soube que ele está, novamente, à beira da morte, e num hospital público, corri de volta para os seus discos, onde ele está sempre lúcido. Quem puder, faça o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;B&gt;Movido à água (Itamar/Galvão)&lt;/B&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe o carro movido a gasolina&lt;br /&gt;Existe o carro movido a óleo diesel&lt;br /&gt;Existe o carro movido a álcool&lt;br /&gt;Existe o carro movido a eletricidade&lt;br /&gt;Existe o carro movido a gás de cozinha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu descobri um carro movido a água&lt;br /&gt;Quase eu grito:&lt;br /&gt;Eureka! Eureka! Eurico!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí saquei que a água ia ficar uma nota&lt;br /&gt;E os açudes iam tudo do Ceará&lt;br /&gt;Os rios não desaguariam mais no mar&lt;br /&gt;Nem o mar mais virar sertão&lt;br /&gt;Nem o sertão mais virar mar&lt;br /&gt;Banho? Nem de sol!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamei o anjo e devolvi a descoberta para o infinito&lt;br /&gt;Aleguei ser um invento inviável&lt;br /&gt;-- só realizável por obra e graça do Santo Espírito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora eu tô bolando um carro movido a bagulhos&lt;br /&gt;Vegetos, restos, detritos&lt;br /&gt;Fezes, três vezes estrume&lt;br /&gt;Um carro de luxo movido a lixo&lt;br /&gt;-- um carro pra sempre: movido a bosta de gente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;* do CD "Sampa Midnight - Isso não vai ficar assim" (Baratos Afins/94)&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-93023666?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/93023666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/93023666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_04_20_archive.html#93023666' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07117673402207798574</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-92773125</id><published>2003-04-17T09:15:00.000-03:00</published><updated>2003-04-17T09:15:58.496-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sei que o rumo das nossas discussões já era outro, mas não pude deixar de compartilhar com vcs minha indignação ao ler o texto abaixo, publicado no OESP neste último domingo.&lt;br /&gt;Além de afirmar que produtos como a Coca-cola são "genuinamente brasileiros de origem americana" Ricardo Vontobel faz uma ameaça (no penúltimo parágrafo do texto). &lt;br /&gt;Mas há um indício bastenate positivo para os adeptos do boicote: está surtindo efeito. O cara tá com medo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Giuliana Bergamo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingo, 13 de abril de 2003    &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boicote ao Brasil &lt;br /&gt;RICARDO VONTOBEL &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A guerra no Iraque despertou no mundo e no Brasil sentimentos antiamericanos traduzidos em passeatas, queimas de bandeiras e movimentos de boicote a produtos &lt;b&gt;genuinamente brasileiros de origem americana&lt;/b&gt;. Os mentores e seguidores dessas manifestações acalentam a idéia de que, ao prejudicarem "marcas nascidas nos EUA", conseguirão desencadear pressões capazes de modificar os rumos da política externa norte-americana. Partir para um conflito armado é determinação de governos. Sair dele também. &lt;b&gt;Não está ao alcance dos fabricantes de produtos de consumo interferir de forma contundente em decisões de Estado&lt;/b&gt;. Por mais legítimo que seja o sentimento de indignação contra os horrores de uma guerra, é preciso cuidar para que o julgamento passional não obscureça a razão a ponto de confundir cidadãos, empresas e símbolos de um país com as decisões de seu governo. Há um perigo embutido nesta confusão. O antiamericanismo pode se tornar intolerância e preconceito, duas pragas altamente destrutivas e totalmente dispensáveis da vasta lista de problemas brasileiros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão é que os duvidosos efeitos de uma campanha antiamericana não atingem apenas os negócios americanos. Vejamos o caso do Brasil. Aqui, 642 empresas de origem americana empregam diretamente 442 mil pessoas - gerando indiretamente mais de 4 milhões de postos de trabalho. Fornecem uma infinidade de produtos e serviços à população, gerando impostos para o país. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas dessas empresas exportam, contribuindo ainda para o saldo da balança comercial brasileira. É inegável a importância que as empresas de origem americana instaladas no Brasil tiveram e têm para o desenvolvimento da economia do País. A Coca-Cola mesmo é um exemplo de compromisso com Brasil, onde gera empregos e negócios locais desde 1942. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sistema Coca-Cola Brasil atualmente reúne 16 grupos fabricantes, sendo 14 deles brasileiros, um de origem mexicana e outro, chilena. Entre 2000 e 2002 o sistema investiu R$ 2 bilhões no Brasil. São 40 fábricas em todo o País, gerando 25 mil empregos diretos e cerca de 250 mil indiretos. O sistema está investindo R$ 500 milhões este ano, mantendo-se confiante nas perspectivas do mercado brasileiro, onde as vendas chegam a R$ 7 bilhões anuais. Para os cofres públicos federais, estaduais e municipais, são recolhidos R$ 1,8 bilhão por ano em impostos. Não bastassem esses números expressivos, há ainda um forte compromisso social, no qual programas de apoio à comunidade absorvem, por ano, R$ 28, 6 milhões. Estes recursos são aplicados prioritariamente em educação e cultura, além de esportes, habitação e saúde. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Várias mercadorias utilizadas no cotidiano de milhões de brasileiros são produzidas em território nacional, ainda que a origem das empresas fabricantes seja americana, como a Coca-Cola. Boicotá-las significa, em última instância, abdicar desse consumo. Valem as perguntas: se há um boicote, por que produzir? Se não há razão para manter a produção, por que investir? Todos sabem o que a redução de investimentos representa. Não é apenas a Coca-Cola - ou demais empresas - que perde com a mobilização antiamericana. Há empregos, impostos, investimentos, compromissos e relações diplomáticas bilaterais em jogo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tais reações radicais não comprometem apenas os produtos brasileiros de origem americana, mas podem ferir interesses genuinamente brasileiros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ricardo Vontobel é presidente da Associação de Fabricantes Brasileiros de Coca-Cola  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-92773125?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/92773125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/92773125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_04_13_archive.html#92773125' title=''/><author><name>Giuliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07013531409542230985</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-92688547</id><published>2003-04-15T23:18:00.000-03:00</published><updated>2003-04-15T23:18:17.310-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>  Hoje durante a explicação do Jorge Rafael, quando ela fazia a crítica ao platonismo via Nietzche, eu lembrei de um documentário que eu vi na TV sobre o Michelangelo.&lt;br /&gt;  Vejam que idéia platônica e que contraponto ao Nietzche. Esse documentário dizia que o próprio Michelangelo disse uma vez que ele nunca criou uma única escultura, mas que as formas já estavam dadas nas pedras, e que a sua função era apenas esculpir a rocha para que as pessoas visualizem a já existente obra de arte... Explicando melhor, ele dizia que já existe nas pedras a arte, porém as pessoas não percebem isso porque a rocha ainda precisaria ser cortada...&lt;br /&gt;  Muito interessante, o Michelangelo não considerava que o artista era criativo e por isso inventava novas realidades, mas que era apenas alguém capaz de perceber algo préviamente existente na natureza... &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-92688547?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/92688547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/92688547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_04_13_archive.html#92688547' title=''/><author><name>Julio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15035120753930068540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-92669861</id><published>2003-04-15T17:07:00.000-03:00</published><updated>2003-04-15T17:11:15.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não é só porque ele concordou com o que eu escrevi, mas sou obrigado a assinar embaixo das palavras do Brunão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma série de significados e de sensações (auras, qualidades, chamem do que quiserem) novas só possíveis com o uso dos aparatos técnicos. E aí entra o que o Jorge Rafael falou de Nietzche (eu juro que consegui escutar uma parte) na discussão. &lt;br /&gt;Partindo do princípio de que a realidade é uma construção do ser humano, de que o que é "dado", na verdade é uma invenção (construção) de uma realidade a partir da realidade anterior e de que o conhecimento se dá por um acaso do choque de realidades (ou conceitos) coexistentes num caos. Nesse contexto, os aparatos técnicos podem ser perfeitamente entendidos como criadores de uma nova aura. Isso porque são realidades criadas de outras realidades e que podem criar realidades (um pouco confunso, né?). Quero dizer que eles (os meios técnicos) são construções que se deram a partir de uma outra realidade. Mas agora, eles também fazem parte dessa realidade. E fazendo parte, podem dar origem a novas construções com diferentes qualidades (aura) que também se tornarão parte do real. É como um processo de evolução (eu disse evolução, e não melhoria e nem positividade), novas auras vão aparecendo e tornando-se parte do mundo real, tal qual as antigas também já o fizeram. As que surgem não deixam de ter esse papel de qualidade, embora a forma como esse papel se dê e se desenvolva seja diferente. E as antigas não desaparecem necessariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, quando um cara cria um novo significado (sensação, qualidade, aura) associando elementos como a música gravada, um carro e a velocidade, isso obviamente só é possível porque estes aparatos técnicos passaram a fazer parte da realidade. E essa nova sensação pode incorporar-se à realidade (ao que é "dado") e futuramente criar novas qualidades distintas, ou novas formas de pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que o importante é perceber essa movimentação caótica do mundo (de choques e criações de novas realidades) para entender que novas auras podem e são criadas a todo instante num movimento frenético que reconfigura a realidade a cada criação, incorporação e mudança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiago Mali&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Desculpem pela insistente repetição da palavra "realidade", é que nem sempre os possíveis sinônimos possuem a mesma força&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-92669861?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/92669861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/92669861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_04_13_archive.html#92669861' title=''/><author><name>Tiago</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09708883092317478571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-92659056</id><published>2003-04-15T13:46:00.000-03:00</published><updated>2003-04-15T13:46:06.746-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>MATÉRIA DA FOLHA DE 11/04 (SEXTA-FEIRA)&lt;br /&gt;NO AR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suicídio &lt;br /&gt;NELSON DE SÁ&lt;br /&gt;EDITOR DA ILUSTRADA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cidade Alerta, que nasceu para concorrer com o Aqui Agora, finalmente repetiu o feito que estigmatizou para sempre -e terminou por inviabilizar- o programa sensacionalista do SBT.&lt;br /&gt;O Aqui Agora mostrou há dez anos as cenas de um suicídio em "tempo real". Só cortava a imagem quando a jovem estava a poucos metros do chão.&lt;br /&gt;Ontem foi a vez do Cidade Alerta, que explorou as cenas do suicídio de um policial militar. Cortava a imagem quando o dedo estava no gatilho.&lt;br /&gt;Milton Neves, que além de animador de programa policial é também policial civil, especulou o quanto pôde na locução, marcando um novo recorde de baixo nível na Record.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também saindo um pouco do assunto de guerra, e pegando o gancho do artigo do Nelson Sá, vou comentar o show que as emissoras Record e Band deram na semana passada. Para quem não viu, naquela quinta-feira, 10 de abril, um pouco depois das 18h, o “versátil” Milton Neves segurava o repórter Ulisses Rocha ao vivo frente a um policial militar desesperado com uma arma na cabeça ameaçando se matar. O Ibope estava garantido. Do outro lado, lá na Band, Datena tentava segurar sua audiência dando destaque também para o policial. Por mais de meia hora o circo ficou armado. De repente, o tiro. O PM caiu em frente às câmeras e a Record continuou a transmissão mesmo com o corpo lá no chão. Datena congelou as imagens e só colocou no ar o som do tiro. Daí pra frente todo mundo já sabe, milhares e milhares de comentários sobre o coitado desesperado e tal que se matou alegando não tolerar a corrupção na polícia. Mas o pior é que o show de horror não parou por aí. Lá na Band o Datena, depois de explicar porque não exibiria todas as cenas, passou a falar sobre “a falta de ética da Record”. Nem aí para o telespectador, começou a criticar ao vivo sua ex-emissora e, pasmem, pegou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida e beijando a santa, disse: “O que dizer de uma emissora que chuta uma santa?” Enquanto isso o Milton Neves reprisava, reprisava e reprisava as imagens e dava de goleada no Ibope. Do lado de lá, dá-lhe Datena: “Isso mudem de canal! Nós temos as imagens, mas nós temos ética, e não vamos colocar no ar!”, dizia o apresentador aos berros. No dia seguinte o espetáculo continuou na Record inclusive com o gancho do enterro do policial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais impressiona acho que em primeiro lugar é o espetáculo de baixo nível que as TVs fazem em cima da desgraça alheia ou da bizarrice. Ou então como dá pra explicar a continuidade de programas como o do Ratinho e o da Márcia até hoje? Dá audiência, não?! Como o Datena pode falar em ética, se sobrevive também explorando a imagem alheia? O show de horror e a briga Band x Record acho que veio bem a calhar com o vídeo que assistimos na sexta-feira, o “Ética da Imagem”. Uma das primeiras frases do documentário falava exatamente sobre isso, que as imagens que nós convivemos hoje se proliferam como um câncer. E mais do que isso, na minha opinião, ultrapassam os limites do aceitável. Convivemos com a banalização dessas imagens, sob o meu ponto de vista. Grandes exemplos são as fotos da guerra que o site da Al Jazeera divulgou. Dezenas de pessoas literalmente destroçadas nos hospitais, algo absolutamente chocante. E quem não recebeu por e-mail, ou não ouviu falar, daquelas malditas fotos da Maria do Carmo Alves, ex-amante do cirurgião plástico Farah Jorge Farah, esquartejada em várias fotinhos, sem impressões digitais, barriga aberta, sem órgãos e tal? O que as duas TVs brasileiras exibiram não chegou a mostrar o corpo ensangüentado e parcialmente sem cabeça, mas creio que tem a mesma gravidade das fotos da Al Jazeera e dos e-mails. O documentário diz ainda que “ao fotografar-se desconhecidos, fotografa-se momentos da fama”. E aquilo que foi exibido na semana passada foi um momento de fama do policial, o momento da fama que antecedeu sua morte. Isso vai exatamente de encontro ao conceito também expresso no vídeo, justamente de que “não se deve filmar alguém tomado pela emoção”. Pelo que vejo, hoje em dia é exatamente o contrário. Quanto mais emotivo, melhor, quanto mais agressivo e bizarro, mais audiência tem. Após essa reflexão, continuo com a mesma pergunta proposta por um dos comentaristas do documentário: “será que as imagens não têm mais pudor”? &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-92659056?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/92659056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/92659056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_04_13_archive.html#92659056' title=''/><author><name>Camila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10490651057111207233</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-92628177</id><published>2003-04-15T00:59:00.000-03:00</published><updated>2003-04-15T00:59:54.293-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Aproveitando a aula de 11/04 vi uma notícia no jorrnal que tem a ver com o que falávamos. Um assaltante invadiu uma casa em Araçatuba, interior de SP. O ladrão seqüestrou os moradores, mas não esperava que houvesse uma Super Web Cam, conectada naquele momento na Internet e que, alguns amigos em, nada mais nada menos, MOntevideu, estivessem olhando pelo olho da Internet, e ligassem para amigos vizinhos, contando o que aconteceu.&lt;br /&gt;Conclusão, uma família foi salva não por um super-herói, mas por uma super-web-cam, conectada naquele momento com o mundo inteiro e que pode interromper as ondas de terror que aquele homem que invadiu a casa poderia expor a família.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Notícia após uma semana fato ocorrido: "Venda de web-cams aumenta consideravelmente em todo o estado."&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Renata Amaral&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-92628177?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/92628177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/92628177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_04_13_archive.html#92628177' title=''/><author><name>Renata</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18048341646522901523</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-92628102</id><published>2003-04-15T00:58:00.000-03:00</published><updated>2003-04-15T00:58:50.246-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"Cada dia que se segue à guerra ouvimos a seguinte notícia: "Este foi o ataque mais pesado que caiu sobre o Iraque".&lt;br /&gt;O fogo amigo não é como nos jogos de computadores, que se dissolvem antes de penetrar nos corpos aliados, cheios de vida.&lt;br /&gt;Os chamados "incidentes" não poupam a vida das crianças, mulheres, homens e velhos, ou resumindo, para causar menor impacto, dos civis.&lt;br /&gt;Cada dia que passa e que vemos erros grotescos, percebemos o poder destrutivo que reside em nós, seres humanos, que em teoria somos a raça mais evoluída, mais competente e que sabe tomar as melhores decisões.&lt;br /&gt;Ainda temos o sangue frio de dizer que é uma guerra preventiva.&lt;br /&gt;Que diabos de nome isso quer dizer?&lt;br /&gt;Aceitamos friamente que civis sejam mortos e ainda por cima sejam chamados de "efeito colateral", que atingir um aliado seja fogo amigo e que a guerra seja preventiva (atacar antes que não dependam mais dos EUA).&lt;br /&gt;Como se esses nomes amenizassem a nossa impotência, a nossa revolta e nossa covardia diante das atrocidades.&lt;br /&gt;Aliás, nada mais contraditório do que o chamado fogo amigo, aquele que provoca baixas, tira a vida de pessoas que protegem o interesse não dele mesmo, mas do que acredita ser algo maior.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"Guerra Preventiva (Visão de Bush) - antes que possa haver alguém que ameace o meu governo, o meu mandar e o império que eu e papai ajudamos a manter, vamos destruir.&lt;br /&gt;Não posso transparecer que não ganhei honestamente pois essa seria a minha derrota, o meu fracasso.&lt;br /&gt;Vamos previnir para que a minha imagem permaneça intacta.&lt;br /&gt;A liberdade de imprensa foi substituída pelos chamados patriotas (expõem o que pensam) ou antipatriotas (não tem nem chance de falar).&lt;br /&gt;O país ainda é livre, as pessoas é que não são livres para se oporem ao meu comando, às minhas idéias. &lt;br /&gt;Liberdade de expressão é coisa para os fracos. Vou ganhar a guerra e a população me agradecerá. O mundo se ajoelhará para vangloriar a minha coragem e minha atitude. Não importa quantos morram para que eu consiga este feito.&lt;br /&gt;O apoio da populaçào será feito através da manipulação de informações, já que eu só mostro e digo o que é conveniente para que me apoiem, as outras verdades não precisam ser mostradas, já que não são verdades para o meu ponto de vista.&lt;br /&gt;Não cometerei o mesmo erro da guerra do Vietnã, no qual a imprensa mostrou que a guerra era algo insano, era algo inútil. Até atingimos, "sem querer", efeito do fogo amigo, o prédio onde estavam os jornalistas. Afinal, não estamos brincando.&lt;br /&gt;Ganharei a guerra, e dessa forma, o mundo estará em minhas mãos."&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Renata Amaral&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-92628102?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/92628102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/92628102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_04_13_archive.html#92628102' title=''/><author><name>Renata</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18048341646522901523</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-92617616</id><published>2003-04-14T21:51:00.000-03:00</published><updated>2003-04-14T21:51:24.590-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>  Voltando ao tema da guerra...&lt;br /&gt;  Em toda a cobertura da guerra no Iraque o que mais me irritou, com certeza, foi chamar a coalizão inglesa e americana de "Tropas Aliadas". Aliados de quem????????? A opinião pública do mundo inteiro foi contra essa guerra e as tropas são chamadas de aliadas!!!!!!!!!!!!!!! As grandes alianças dessa história toda foram a de populações civis unidas nas ruas para protestar contra a guerra e a de países membros do Conselho de Segurança da ONU, que juntos, estavam dispostos a votarem contra a proposta de guerra.&lt;br /&gt;  O pior de tudo é que quando as tropas invasoras são chamadas de aliadas vincula-se atual situação à segunda guerra mundial, pois, naquele momento, as tropas que lutavam contra a Alemanha eram também chamadas de aliadas... No entanto, há uma grande inversão, pois a opinião pública, na segunda guerra mundial, era favorável à ação militar contra o nazismo, o que não ocorre hoje com as atuais "tropas aliadas". &lt;br /&gt;  Sinceramente eu acredito que essa relação feita entre as duas guerras está cooperando com o governo Bush, pois aparenta que o exército americano e Inglês está em guerra não pelo petróleo ou pelo neo-colonialismo da região, mas para libertar o povo e salvar o mundo de grandes ameaças, pois foi isso que de certa maneira as tropas aliadas fizeram na segunda guerra mundial.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-92617616?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/92617616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/92617616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_04_13_archive.html#92617616' title=''/><author><name>Julio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15035120753930068540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-92601916</id><published>2003-04-14T16:56:00.000-03:00</published><updated>2003-04-14T16:56:33.936-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Bravo Sílvio! "Indigência" mostra que diante da situação lastimável em que se encontra a PUC, assim como o resto do mundo, é preciso tomas atitudes drásticas para acabar com todas essa palhaçadas. Menos aparência! A nossa Universidade está cada dia mais decadente, por descaso total por parte dos que a "administram", e por tolerância excessiva dos que sofrem com a precariedade de condições mínimas para o transcorrer de uma aula decente. É preciso acabar com esta acomodação. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-92601916?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/92601916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/92601916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_04_13_archive.html#92601916' title=''/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05776896990788885723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-92559656</id><published>2003-04-14T00:25:00.000-03:00</published><updated>2003-04-14T00:25:03.590-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"Sabe o tipo de música que te deixa eufórico? Aquele som que você ouve e não consegue ficar parado, dá um 'cinco minutos' infernal, se você estiver deitado é obrigado a levantar, se estiver lendo, a música te força a levantar a cabeça e deixar o livro de lado, se estiver de cara amarrada ela desaparece na hora, você ouve ela no carro com trânsito livre e o céu azul e você acelera sem perceber, em poucos segundos já começa a bater aqueles pensamentos estilo "ah, como a vida é bela!", "poxa, hoje o dia tá lindão!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trecho acima é de uma resenha da música Big Boy, da banda Minuteman, publicada no site esquizofreniazine.com.br. A questão, no entanto, não tem nada a ver com a banda ou a música em si, mas sim com o modo como o autor da resenha se exprime: acho que essa sensação a que ele se refere é familiar para todos, e o que interessa aqui é exatamente a emergência dessa sensibilidade. Como o Tiago escreveu, o surgimento do objeto técnico abre a possibilidade do surgimento de novas formas de percepção da realidade, e na minha opinião o trecho acima é uma comprovação empírica dessa afirmação. A sensação de euforia provocada pela música é traduzida mais fielmente pela imagem da pessoas no carro dirigindo sem trânsito sob um céu azul, que vai acelerando sem perceber. Nota-se que a própria sensibilidade está associada ao funcionamento do carro, onde a aceleração do motor leva a uma  aceleração da percepção da realidade, como coloca Paul Virilio. Tendo isso em conta, talvez não seja uma hipótese absurda pensar que a sensibilidade associada ao rock´n´roll e à música pop em geral tenha sua origem na aceleração do mundo promovida pelo automóvel, o que mostra que a própria idéia de aura desse tipo de arte está associada ao desenvolvimento de um objeto técnico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-92559656?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/92559656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/92559656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_04_13_archive.html#92559656' title=''/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05736187922512003513</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-92505565</id><published>2003-04-12T20:54:00.000-03:00</published><updated>2003-04-12T22:04:07.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Saindo um pouco da guerra...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma breve reflexão sobre o que foi dado nas duas últimas aulas à luz da teoria do caos e de um pouco de semiótica...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hahahaha!! Aposto que depois dessa ninguém vai ler!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, mas a quem se dispuser:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;	Parto aqui do pressuposto de que o mundo age e se apresenta de maneira caótica, não ordenada. De que a nossa matemática se mostra impotente calcular os desígnios da natureza (vide meteorologia). Há algum tempo que as leis gerais de Newton estão, de certa forma, superadas. Não se consegue mais compreender o universo através de uma fórmula. As interações existentes são de uma complexidade muito maior. Bom, sei lá, no fundo é isso: O mundo é um caos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;	A tecnologia produzida por nós, seres humanos, consegue representar e trabalhar com apenas uma parte desse caos. Quando gravamos uma fita de vídeo ou de som, quando tiramos uma fotografia, quando concebemos qualquer representação do real, estamos apenas captando parte desse mundo, parte do caos. Ouvir a gravação de um concerto não é como ouvi-lo no teatro; ver um jogo de futebol na televisão não é como estar num estádio; a imagem de uma beleza natural captada e gerada pelos bits na tela de um computador não corresponde a sensação presenciá-la no mundo "real". O fato é: a nossa tecnologia reproduz apenas parte dos elementos que podemos captar em contato com o mundo real. Ela não dá conta de transmitir toda a sua multiplicidade e  complexidade. E nem deve se propor a isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;	Não há porém, com essa incapacidade, uma inexistência de aura (qualidade, essência) no que nos é transmitido através de nossos aparatos técnicos. Junto o desenvolvimento da técnica, há a criação de uma outra qualidade, distinta da que contemplamos no mundo real. Tal qualidade é formada por uma perspectiva do caos da realidade que, com a organização do meio técnico, desenvolve outros significados. As máquinas produzem qualidades diferentes das produzidas pela natureza.&lt;br /&gt;	&lt;br /&gt;E o que vem daí? A criação de um outro mundo de qualidades distintas? Penso que sim. E esse outro mundo não deve ser visto só à luz de sua semelhança guardada com uma parte do caos da realidade. Deve ser compreendido como uma realidade (ou virtualidade) distinta, onde a técnica, tem função importante na criação de qualidades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso a técnica deve ser entendida não como nossa escrava (pois ela desempenha papel vital na geração das novas qualidades) e nem como superior, (pois depende da interação do ser humano para gerá-las).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, sei lá, eu acho que, resumidamente, foi por aí que entendi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiago Mali&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-92505565?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/92505565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/92505565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_04_06_archive.html#92505565' title=''/><author><name>Tiago</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09708883092317478571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-92394332</id><published>2003-04-10T21:30:00.000-03:00</published><updated>2003-04-10T21:30:37.450-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>PARIS, 8 abr (AFP) - A imprensa, com 11 jornalistas mortos desde o início do conflito no Iraque, está pagando um preço muito alto, já que os primeiros 20 dias de guerra causaram mais vítimas fatais do que no Afeganistão (2001-2002) ou na guerra do Golfo (1991).&lt;br /&gt;Dez jornalistas morreram no Afeganistão e quatro durante a guerra do Golfo, segundo a Repórteres sem Fronteiras (RSF).&lt;br /&gt;Para Séverine Cazes, responsável pelo Oriente Médio da RSF, a guerra no Iraque é muito perigosa "porque há uma grande  mobilização de mídia, sem precedentes, e mais de 2.500 jornalistas se acham no Iraque e nos países limítrofes".&lt;br /&gt;"Os riscos são maiores do que na guerra do Golfo, na qual os jornalistas se achavam longe da frente, aquartelados e em 'pools', enquanto agora estão muito mais próximos dos combates", declarou Cazes à AFP.&lt;br /&gt;Repórteres sem Fronteiras contabiliza 260 jornalistas mortos em zonas bélicas desde 1992 até 24 de março de 2003. Deles, 71 morreram por acidente (disparos de morteiro, minas, bombardeios, tiros) e 189 foram deliberadamente mortos devido a um ataque ou um disparo contra um jornalista identificado como tal.&lt;br /&gt;Em suas tristes estatísticas, RSF menciona 46 jornalistas mortos em zonas de conflito nos Balcãs, além de 12 na Chechênia, 14 em Serra Leoa, 60 na Argélia, 17 na Colômbia, 51 em Ruanda e 10 no Afeganistão.&lt;br /&gt;Durante a guerra do Vietnã, que durou aproximadamente dez anos, 70 jornalistas morreram, indica a RSF.&lt;br /&gt;Pierre Servent, expert militar e tenente-coronel da reserva, considera que este é "infelizmente o preço da consciência profissional".&lt;br /&gt;Entre os mortos, Servent assinala a proporção de jornalistas da imagem, cinegrafistas e fotógrafos. Jornalista da imprensa escrita durante a guerra do Líbano, em 1983-84, Servent lembra "os riscos aos quais se expunham os colegas fotógrafos. Os fotógrafos de guerra são verdadeiros combatentes da imagem. Correm enormes riscos nas frentes, como os militares", disse.&lt;br /&gt;Entre os 11 jornalistas mortos durante a atual guerra do Iraque, figuram três "incorporados" entre as tropas da coalizão. "Certamente isto os expõe mais", observa Jean-Marie Charon, sociólogo dos meios de comunicação.&lt;br /&gt;Charon indaga também a respeito da "atitude mais do que ambígua das autoridades americanas, que bombardearam as instalações da Al-Jazeera e dispararam contra o hotel onde se alojam os jornalistas".&lt;br /&gt;Depois que três jornalistas morreram esta terça-feira em Bagdá em consequência dos disparos americanos, as organizações de defesa da imprensa reagiram imediatamente.&lt;br /&gt;A RSF se diz "indignada com a atitude do exército americano cuja conduta não deixa de se degradar, desde o início desta guerra, quanto aos jornalistas, sobretudo aos não-incorporados".&lt;br /&gt;Por sua vez, a Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) condenou energicamente os disparos aos jornalistas no Iraque, qualificando-os de "crimes de guerra" cujos autores deveriam comparecer perante a justiça.&lt;br /&gt;"Se tuas fotos não são suficientemente boas é porque estavas muito longe", dizia Robert Capa, legendária figura do fotojornalismo. Capa cobriu a guerra civil espanhola e desembarcou a 6 de junho de 1944 em Omaha Beach. Em 1954, uma mina no Vietnã lhe foi fatídica".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como fazer um bom trabalho jornalístico durante uma guerra? A grande maioria das pessoas que são contra a guerra no Iraque, dentre muitos outros argumentos, falam do número de vidas de inocentes que são perdidas durante o conflito, famílias destruídas, pessoas que perdem tudo, feridos e mortos. Isso tudo, já seria um bom motivo para justificar a indignação e o sentimento contrário a guerra. Porém, no início deste conflito no Iraque, a grande maioria de imagens que recebíamos eram de câmeras situadas em pontos estratégicos da cidade de Bagdá, o que podiamos ver eram bombardeios e mais bombardeios, era um verdadeiro "show de pirotecnia". Grande parte dos jornalistas que foram ao Oriente Médio, estavam situados em países vizinhos ao Iraque. As poucas imagens que recebíamos de dentro Iraque eram veículadas sempre, ou por órgãos de imprensa vinculados às forças de coalizão, ou poela tevevisão iraquiana. De uma forma ou de outra, sempre ficaremos com a dúvida quanto a veracidade dessas imagens. Soldados capturados, civis feridos, integrantes da milícia se rendendo, etc.. Assim como a incerteza desperta quanto às informações recebidas, o sentimento de desconfiança sempre aparecerá quando vemos tais imagens. A diferença é enorme, parece até que não estamos vendo o mesmo lugar, quando analisamos imagens feitas de longe e imagens feitas exatamente de dentro deste cenário de guerra. O jornalismo e o fotojornalismo parece até peder um pouco de credibilidade neste momentos. Em quem acreditar? Podemos ter certeza que uma foto ou um vídeo que vemos, reflete exatamente o que está acontecendo. Cenas como as de um integrante da milícia se rendendo, são apenas um fato isolado, ou uma realidade que vem acontecendo? No atual momento que a guerra se encontra, podemos ver o povo iraquiano, insultando imagens de Sadam Hussein e dando boas vindas aos norte-americanos. Pelo que a imprensa passou, no ínico do conflito, até parecia que isso era impossível de acontecer. Não é surpresa que essas cenas causem espanto em alguns. Porém, essa imagens que vemos agora refletem mesmo o sentimento do povo iraquiano? No início da guerra, as imagens que recebíamos refletiam o sentimento do povo iraquiano. Por que antes do conflito não se mostrou tão exaustivamente como agora, a vontade dos iraquianos de derrubar Sadam Hussein. Coemço a ficar com dúvidas quanto a tudo isso. A verdade é que toda imagem e informação recebida nunca estará livre de desconfiança, pelo menos por minha parte. Não sei qual a imagem que cada um tem na cabeça sobre EUA e Sadam Hussein, ou melhor até sei, só não sei se é a imagem é correta, não sei nem mesmo se a imagem que eu tenho é a correta. Vou finalizar aqui com uma impressao que eu tive desde o começo, não sei se vocês concordam. Que a guerra não é o melhor caminho, isto é óbvio. Mas para mim a impressão que foi criada é que Bush era o mal da história, e que Sadam era o "coitadinho", quando todos sabemos das atrocidade e das milhares de vidas que ele mesmo tirou de seu povo. Por que essa reação furiosa soemente contra os EUA e não contra Sadam também? Acho que não tem um lado bom na história, não sei se a situação do povo iraquiano melhorará daqui pra frente, mas o que eu vejo aí são eles comemorando, serão apenas imagens? Não sei qual o real interesse dos norte-ameriacanos e ingleses. E com isso minha dúvida continua, como crer nas imagens?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-92394332?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/92394332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/92394332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_04_06_archive.html#92394332' title=''/><author><name>Tiago</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06207624811273148683</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-92332045</id><published>2003-04-09T23:33:00.000-03:00</published><updated>2003-04-09T23:33:49.030-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O poema abaixo é de Alberto Caeiro, um dos heterônimos de Fernando Pessoa. Acho que ele expressa muito bem a diferença entre apresentação e representação discutida a partir do texto de Laymert Garcia dos Santos e ainda por cima estabelece uma ponte entre a aula do Jorge Rafael e do Silvio Mieli, na medida em que mostra que a idéia de apresentação pode ser considerada um anti-platonismo na medida em que vê no mundo sensível um fim em si mesmo. Mas, como diz o próprio Caeiro, procurar o sentido ítimo das coisas é não compreendê-las, portanto é melhor que o poema se apresente, ao invés de ficar representando-o:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Guardador de Rebhanhos&lt;br /&gt;		V&lt;br /&gt;		&lt;br /&gt;Há metafísica bastante em não pensar em nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que penso eu do mundo?&lt;br /&gt;Sei lá o que penso do mundo! &lt;br /&gt;Se eu adoecesse pensaria nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que ideia tenho eu das coisas?&lt;br /&gt;Que opinião tenho sobre as causas e os efeitos?&lt;br /&gt;Que tenho eu meditado sobre Deus e a alma&lt;br /&gt;E sobre a criação do Mundo?&lt;br /&gt;Não sei. Para mim pensar nisso é fechar os olhos&lt;br /&gt;E não pensar. É correr as cortinas&lt;br /&gt;Da minha janela (mas ela não tem cortinas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mistério das coisas? Sei lá o que é mistério!&lt;br /&gt;O único mistério é haver quem pense no mistério. &lt;br /&gt;Quem está ao sol e fecha os olhos,&lt;br /&gt;Começa a não saber o que é o sol&lt;br /&gt;E a pensar muitas coisas cheias de calor.&lt;br /&gt;Mas abre os olhos e vê o sol,&lt;br /&gt;E já não pode pensar em nada,&lt;br /&gt;Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos&lt;br /&gt;De todos os filósofos e de todos os poetas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luz do sol não sabe o que faz&lt;br /&gt;E por isso não erra e é comum e boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Metafísica? Que metafísica têm aquelas árvores?&lt;br /&gt;A de serem verdes e copadas e de terem ramos&lt;br /&gt;E a de dar fruto na sua hora, o que não nos faz pensar,&lt;br /&gt;A nós, que não sabemos dar por elas.&lt;br /&gt;Mas que melhor metafísica que a delas, &lt;br /&gt;Que é a de não saber para que vivem&lt;br /&gt;Nem saber que o não sabem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Constituição íntima das coisas "...&lt;br /&gt;"Sentido íntimo do Universo" ...&lt;br /&gt;Tudo isto é falso, tudo isto não quer dizer nada.&lt;br /&gt;É incrível que se possa pensar em coisas dessas.&lt;br /&gt;É como pensar em razões e fins&lt;br /&gt;Quando o começo da manhã está raiando, e pelos lados das árvores&lt;br /&gt;Um vago ouro lustroso vai perdendo a escuridão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensar no sentido íntimo das coisas&lt;br /&gt;É acrescentado, como pensar na saúde&lt;br /&gt;Ou levar um copo à água das fontes.&lt;br /&gt;O único sentido íntimo das coisas&lt;br /&gt;É elas não terem sentido íntimo nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acredito em Deus porque nunca o vi.&lt;br /&gt;Se ele quisesse que eu acreditasse nele,&lt;br /&gt;Sem dúvida que viria falar comigo&lt;br /&gt;E entraria pela minha porta dentro&lt;br /&gt;Dizendo-me, Aqui estou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Isto é talvez ridículo aos ouvidos&lt;br /&gt;De quem, por não saber o que é olhar para as coisas,&lt;br /&gt;Não compreende quem fala delas&lt;br /&gt;Com o modo de falar que reparar para elas ensina).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se Deus é as flores e as árvores &lt;br /&gt;E os montes e sol e o luar,&lt;br /&gt;Então acredito nele,&lt;br /&gt;Então acredito nele a toda a hora,&lt;br /&gt;E a minha vida é toda uma oração e uma missa,&lt;br /&gt;E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se Deus é as árvores e as flores&lt;br /&gt;E os montes e o luar e o sol,&lt;br /&gt;Para que lhe chamo eu Deus?&lt;br /&gt;Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;&lt;br /&gt;Porque, se ele se fez, para eu o ver,&lt;br /&gt;Sol e luar e flores e árvores e montes,&lt;br /&gt;Se ele me aparece como sendo árvores e montes&lt;br /&gt;E luar e sol e flores,&lt;br /&gt;É que ele quer que eu o conheça&lt;br /&gt;Como árvores e montes e flores e luar e sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por isso eu obedeço-lhe,&lt;br /&gt;(Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?),&lt;br /&gt;Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,&lt;br /&gt;Como quem abre os olhos e vê,&lt;br /&gt;E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,&lt;br /&gt;E amo-o sem pensar nele,&lt;br /&gt;E penso-o vendo e ouvindo,&lt;br /&gt;E ando com ele a toda a hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando Pessoa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-92332045?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/92332045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/92332045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_04_06_archive.html#92332045' title=''/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05736187922512003513</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-92328387</id><published>2003-04-09T22:29:00.000-03:00</published><updated>2003-04-09T22:29:53.310-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Aproveitando as discussões sobre fotografia, posto (está certo?) um texto muito bom que saiu no Observatório da Imprensa. É um pouco longo, mas é muito bom.&lt;br /&gt;Para adiantar o assunto, o texto tem como base a demissão de um fotojornalista do LA Times por manipulação em uma de suas fotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                           FOTOJORNALISMO&lt;br /&gt;                     Tecnologia e hipocrisia digital&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Colucci Jr.(*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A capa do Los Angeles Times de segunda-feira (31/3/2003) mostra um soldado britânico em meio a uma multidão de iraquianos durante a tomada de Zubayr. Com o dedo no gatilho, uma das mãos segura o rifle de assalto SA80 enquanto a outra faz sinal para que o iraquiano que traz no colo uma criança abaixe para proteger-se da artilharia inimiga. Diz a manchete: "Em Basra, pânico como tática de guerra". O autor é o premiado e experiente Brian Walski, fotógrafo do LA Times desde 1998. A foto custou-lhe o emprego. Dois dias depois de sua publicação, uma nota do editor explicava aos leitores que Brian Walski fora demitido por violar a política do jornal de "não alterar o conteúdo de fotos jornalísticas". [Clique aqui para ver as fotos e a Editor’s Note que anuncia a demissão do fotógrafo Brain Walski] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A foto de Walski não é a mais dramática das que a invasão do Iraque originou, mas bem poderia entrar na lista das mais controversas. Alguém notou que alguns civis iraquianos aparecem mais de uma vez. Como a clonagem humana não está na lista dos muitos horrores que se atribuem a Saddam Hussein, o jornal resolveu investigar. Walski, ainda no Iraque, declarou por telefone que tinha usado o computador para combinar elementos de duas fotos, tiradas em momentos diferentes e, assim, melhorar a composição. Na nota de demissão o LA Times republicou a foto manipulada digitalmente ao lado das originais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A condenação de Brian Walski pela imprensa mundial foi unânime e sua pena aceita como justa. Quase todos os grandes jornais americanos e brasileiros têm regras para evitar a alteração do conteúdo de fotografias por fotógrafos e editores. Nos EUA, a Associação Nacional dos Repórteres Fotográficos (NPPA) estabeleceu que "alterar o conteúdo editorial de uma foto é quebra dos padrões éticos reconhecidos pela NPPA". A Associated Press adota normas similares. Em listas de discussão, profissionais de imprensa, com raras exceções, proclamaram que Brian Walski é um pária, um homem que aviltou os ideais da profissão. A demissão de Walski foi legítima. Caso encerrado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que é tão simples?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foto não é documento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espanta que profissionais de imprensa ainda paguem tributo à ultrapassada noção de que a fotografia é documental e imparcial, e jamais deveria ser conspurcada pela manipulação digital. A fotografia nunca foi imparcial e a manipulação sempre existiu, embora não fosse tão eficiente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poder documental que se atribui à fotografia advém da percepção de que a imagem fotográfica é uma espécie de impressão digital (aqui relativa aos dedos, não a dígitos, embora a raiz latina seja a mesma) do objeto fotografado. O filósofo Charles Sanders Peirce classificou a fotografia como índice, isto é, um signo que é como um traço deixado por seu objeto, a exemplo da pegada que um pé descalço deixa na areia molhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crença na força documental da fotografia diminuiu através dos tempos, sem jamais desaparecer. O público que se acanhava ao fitar os olhos das diminutas figuras dos daguerreótipos, de tão reais estas lhe pareciam, já não se iludia com as extraordinárias manipulações de laboratório do começo do século. Em 1901, o genial Valério Vieira celebrizou-se com "Os Trinta Valérios", em que o rosto do fotógrafo repete-se na audiência, nos músicos, no maître, no garçom, nos retratos pendurados na parede e no busto que enfeita um móvel. Esse marco da fotomontagem no Brasil evidencia as possibilidades da montagem e faz o público suspeitar da realidade fixada pela prata no papel. Mais tarde, os fotógrafos de Stalin levaram ao grau máximo a arte da manipulação da imagem fotográfica para fins políticos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o fato é que a manipulação começa muito antes do processamento. A ideologia do fotógrafo transparece na seleção do assunto e passa pela escolha de lentes, abertura, enquadramento e exposição. O fotógrafo do jornal de oposição pode optar por fotografar o comício de perto, com uma grande angular de 20 mm, e fazer a praça parecer vazia; o fotógrafo do jornal da situação pode usar uma telefoto de 300 mm e, pela escolha do ângulo, comprimir a perspectiva para cercar o candidato de um mar de cabeças humanas. Qual das fotos retrata melhor a realidade? Por que a pós-manipulação é pior do que a pré-manipulação? Ou os fotojornalistas deveriam usar apenas a lente de 50 mm e filme preto e branco, como fazia Henri Cartier-Bresson?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A manipulação também pode ser feita pelo editor de fotografia, através da escolha das fotos, dos cortes e pela justaposição de imagens que, isoladamente, contariam uma história diferente. Nas redações de hoje, com grande perda para o leitor, o editor de fotografia freqüentemente cede lugar aos diagramadores e editores de texto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes a manipulação da imagem é feita pelo fotografado. Quem não se lembra de Maluf agradecendo com as mãos para o céu e um sorriso no rosto as vaias que ouvia da multidão. Nas fotos e na TV parecia que estava sendo aplaudido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O enquadramento é uma das formas mais dramáticas de manipulação da informação. Quem duvidar que compare duas imagens recentes da invasão do Iraque, uma no website da CNN, outra no da al-Jazira. A al-Jazira optou pelo impacto: o close-up extremo de um rosto de criança com sangue a escorrer do olho ferido. No website da CNN a mesma situação – reconhecemos o rosto e o ferimento – é apresentada pela imagem de um menino cercado de marines que lhe prestam os primeiros socorros. São duas posições ideológicas distintas. Qual delas representa a realidade? Seria talvez uma terceira foto, uma que mostre as demais vítimas dos bombardeios, numa profusão de sangue, nervos, ossos e vísceras? Ou seria um enquadramento ainda mais amplo, que mostre também os dirigentes de empresas americanas negociando o loteamento do Iraque pós-guerra enquanto França e Rússia choram as oportunidades perdidas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a foto é um recorte de uma realidade mais complexa, uma representação bidimensional de um mundo de três dimensões. Nesse ponto a fotografia não é diferente de um texto jornalístico. Pode-se mentir com ambos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manipulações e manipulações&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As famosas fotos de Eugene Smith, da revista Life, sobre a contaminação por mercúrio da baía de Minamata, no Japão, foram manipuladas à exaustão. Em artigo para uma revista especializada o fotógrafo explicou como produziu o efeito dramático de luz e sombra na bela foto da mãe que banha o filho defeituoso. As áreas escuras foram ressaltadas pela exposição seletiva no ampliador e as altas luzes destacadas pelo retoque manual com ferricianeto de potássio. As imagens de Eugene Smith chamaram a atenção do mundo para o problema da contaminação ambiental e das autoridades japonesas para o drama das populações afetadas. Sua função documental e social cumpriu-se plenamente apesar da manipulação, ou mesmo por causa desta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso diferente foi a capa da revista Times de junho de 1994, que mostra uma foto de O. J. Simpson manipulada digitalmente para tornar a sua pele mais escura e, portanto, na visão de muitos americanos, sua aparência mais sinistra. Como era época de seu julgamento por homicídio, a Times foi acusada de propagar o racismo e influenciar indevidamente o processo legal. O editor da revista retratou-se de sua posição inicial de que a foto fora retocada para "converter-se num ícone da tragédia" e desculpou-se em público pela manipulação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual a diferença entre as duas fotos, a de Eugene Smith e a da capa da Times? Ambas foram manipuladas, mas com intenções diversas e, principalmente, interpretações diversas pelo público. Novamente a comparação com o texto jornalístico é inevitável. Há textos honestos e textos desonestos, mas a distinção pouco tem a ver com o número de adjetivos e tropos semânticos que o autor emprega. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foto-hipocrisia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os veículos de imprensa têm que contrapor a necessidade de estabelecer limites para a manipulação de imagens, sob pena de comprometer a sua credibilidade, com o fato sobejamente conhecido de que foto boa vende. O resultado, não poucas vezes, é a hipocrisia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fotografia já foi acusada de ameaçar pintores, ilustradores e redatores. Acusam-na agora de ameaçar a credibilidade do jornalismo. Qual é o nível de manipulação a ser tolerado numa foto jornalística? Ajustar o contraste e o brilho de uma cena? Desfocar elementos visuais que distraiam o leitor? Dar uma esticadinha no fundo para encaixar o logotipo da revista? Remover uma ruga do canto da boca da atriz de telenovela? Eliminar os fios elétricos que atrapalham a composição? Eliminar de uma foto esportiva o logotipo de um produto que não pagou merchandising? Juntar numa mesma foto personagens que nunca estariam juntas por vontade própria? Que jogue a primeira pedra o fotógrafo que nunca usou nenhum desses recursos. Ou vale a teoria de que manipulação é aceitável desde que o fotógrafo não seja pego com o dedo no mouse?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Bittar, editor de fotografia da Folha de S. Paulo, disse numa entrevista que o jornal não admite "qualquer manipulação que altere o sentido que o profissional quis dar a uma foto". Se o Los Angeles Times adotasse o mesmo critério Brian Walski não deveria ter sido demitido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sentido que Brian Walski queria dar à foto foi o que ele realmente deu. Pode-se parar por aqui. Pode-se também argumentar que a manipulação fotográfica produzida por Walski, ao juntar dois momentos distintos numa mesma imagem, não alterou o sentido da informação que procurava transmitir. Qualquer fotógrafo pode atestar que a perspectiva conseguida pela ampliação da figura do homem com a criança no colo é similar à que teria sido produzida naturalmente por uma teleobjetiva se o fotógrafo estivesse mais distante. É concebível dizer que a foto alterada por Walski corresponde à cena que um jornalista presente descreveria em palavras sem ser acusado de mentir. Por que Walski foi demitido? Por manipular digitalmente uma foto ou por dominar mal o PhotoShop? Fotos digitais não têm original. Será que alguém suspeitaria que a foto foi manipulada se ele tivesse sido mais cuidadoso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras fotos de guerra famosas vêm à mente: o momento exato da morte de um soldado durante a Guerra Civil Espanhola, por Robert Capa, e o hasteamento da bandeira americana em Iwo Jima, por Joe Rosenthal. Esta última originou selos, um monumento e imensa memorabilia patriótica. Sob ambas pesa a suspeita de terem sido forjadas, o que não impede que estejam entre as fotos históricas mais celebradas e reproduzidas de todos os tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O instante – essa entidade fugaz e breve – é o deus dos fotojornalistas. Para os puristas da profissão qualquer alteração feita após o momento em que o diafragma se fecha é uma mentira. E uma mentira, seja ela grande ou pequena, continua sendo uma mentira. A tecnologia digital, no entanto, tem o poder de reescrever a história e tornar a mentira à prova de detecção. A milésima cópia manipulada pode ser indistinguível do arquivo original. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível que na era da tecnologia digital o único meio de nos aproximarmos da verdade seja através do confronto de informações de fontes variadas, o que ressalta a importância de uma imprensa livre e multifacetada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade, versão digital&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pretendi com este texto cheio de perguntas apresentar respostas para um problema tão complexo quanto o da manipulação de imagens jornalísticas. Quis apenas chamar a atenção para o quão ultrapassados – e, de certa forma, hipócritas – são os limites estabelecidos e aceitos para a manipulação de fotos na imprensa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se as técnicas digitais multiplicaram as possibilidades de manipulação de imagens e não há originais de fotos digitais, outras maneiras de pensar a questão da autenticidade têm que surgir. Uma sugestão é encontrar um meio de identificar alterações de conteúdo através de um código inteligível aos leitores. Fotos manipuladas e claramente identificadas como tal serão julgadas com base na intenção do autor. Como não há meio de assegurar que uma determinada foto digital não foi manipulada, o leitor só pode contar com a reputação de seu autor e do veículo que a publica para decidir. Exatamente como faz com qualquer texto jornalístico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) Engenheiro em Boston (EUA); e-mail &lt;j.colucci@rcn.com&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-92328387?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/92328387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/92328387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_04_06_archive.html#92328387' title=''/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06553575771621412721</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-92307454</id><published>2003-04-09T15:59:00.000-03:00</published><updated>2003-04-09T15:59:46.576-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sem dúvida uma coisa pode ser percebida a partir do texto de Benjamin. Nós temos um sério problema nas editorias de jornais. É difícil saber o que é pior: os que manipulam as imagens (leia-se fotos) e sabem o que estão fazendo e a que interesses servem ou aqueles que acreditam que a foto, como modo de reprodução do real, traduz um fato na forma de imagem sem levar em conta o contexto daquele momento. Por isso é necessário um sistema estruturado com critérios consistentes para avaliarmos uma foto, já que esta não é uma mera captação do “real”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fotografia enquanto método pode ser compreendida como lugar de trabalho do ideológico-científico. A foto, deste modo, se torna uma arma tão poderosa no trabalho da informação quanto o texto. É claro que o texto-legenda dá sentido a imagem, mas ao mesmo tempo em que o explica, o reduz ao ponto de vista do seu produtor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fotografia, assim como a ciência e tudo aquilo que é fruto da tecnologia foi moldada para atender interesses. Não existe fotografia jornalística ou ciência que não esteja de alguma forma ligada ao interesse do capital. Isso não seria passível de tantas críticas não fossem as constantes formas de defesa apresentadas por cientistas e fotógrafos que dizem trabalhar pela humanidade e não pelo capital. Eles procuram se eximir do sentimento de culpa quando suas descobertas e feitos são aplicados de forma político-ideológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fotografia jornalística só capta aquilo que é dinâmico, que pode causar impacto. Ela capta os rostos, as ações, o movimento. Ela revela o imediato. Esse modelo é incapaz de transmitir as reais sensações, o drama, a atmosfera que compõem a complexidade humana.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-92307454?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/92307454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/92307454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_04_06_archive.html#92307454' title=''/><author><name>rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13751133395817473932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-92241725</id><published>2003-04-08T17:14:00.000-03:00</published><updated>2003-04-08T17:14:26.546-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br /&gt;Deixando de lado, um pouco, o tema da guerra, queria comentar a reportagem A Explosão do A(r)tivismo, publicada no último caderno Mais, da Folha. Antes, uma reflexão sobre o tema do ativismo na sociedade civil: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje existem muitas frentes de oposição ao establishment – ao sistema capitalista ou, se preferirem o termo político, ao neoliberalismo. Eu acredito que existam frentes em demasia. Pois, diferentemente do que ocorria no Brasil da ditadura, quando o inimigo era apenas um, o governo militar, e todas as batalhas lhe eram contrárias, hoje temos: a luta contra o neoliberalismo/capitalismo referidos; a luta a favor da preservação do meio-ambiente; a luta contra a implantação (desculpem o trocadilho) de transgênicos; a luta pela emancipação das “minorias” desfavorecidas - índios, negros, homossexuais, mulheres -; a luta contra a má qualidade dos programas de tevê; a luta a favor da melhoria de qualidade nas universidades e, ufa!, tantas outras mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coexistem incontáveis bandeiras de defesa de outros incontáveis temas, e a sociedade civil criou mecanismos para organizá-las. De partidos políticos a ongs, do Ministério Público, o qual defende a sociedade civil, ao movimento estudantil e setores de esquerda da Igreja, todas essas formas de organização são eivadas de legitimidade e focadas em seus objetivos louváveis. E, agora, no campo das artes visuais, surge esse rol de artistas contemporâneos, organizados em pequenos grupos, resgatando as estratégias dos anos 60/70 para provocar o establishment. São os a(r)tivistas citados na matéria do Mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atuando em movimentos como A revolução não será televisionada, grupo Entorno, Rejeitados, Camelo, entre outros, esses artistas saem às ruas pra mostrar à população outras formas de perceber o mundo, em suma. O mundo, no caso, são vários mundos: o mundo elitista dos museus e instituições artísticas; o mundo da mídia dominante e seus modelos questionáveis etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, se eles querem agitar, sair às ruas, presumo que a mudança da nossa percepção sobre o mundo seja seu objetivo. Lembrando Laymert dos Santos Garcia, se estamos com percepções automatizadas, incapazes de perceber a qualidade das coisas e discernir —  “coisas” aqui entendido como o mundo das informações e não apenas a obra de arte-, não será também por conta do excesso de vozes sobre os mais variados assuntos? Pois tenho a certeza de que esses movimentos artísticos, políticos, sociais, muitos dos quais fiz e faço parte, embora legítimos e cheios de boas intenções, têm, no final das contas, um resultado por vezes desastroso para a ação política coletiva. Eles causam a fragmentação da ação política por ter um modus operandi limitado, setorizado. No linguajar popular: "cada um com seus problemas". O problema ambiental, o problema econômico, o problema social. Até o Fórum Social Mundial alimenta essa setorização. Se pretende um mundo diferente, por que não se chamar apenas Fórum Global? O social no nome já implica uma fragmentação ideológica irreversível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível também dizer que movimentos da sociedade civil sejam o reflexo de uma fragmentação anterior a seu surgimento e fortalecimento. Mas, será que isso não pode ser mudado???? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reproduzo o comentário excelente, também publicado na matéria, de Fernando Cocchiarale, curador-geral do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, sobre esses grupos artísticos, que, entre outras ações, já lavaram a praça dos Três Poderes. Este comentário pode ser aplicado a muitas dessas bandeiras:  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Se os grupos nos anos 70 se formavam em torno de questões reais que a todos afetavam (a ditadura, por exemplo), atualmente eles se formam por uma espécie de empatia inter-subjetiva (que revela e traz à tona a crise do sujeito no mundo contemporâneo), cujo ritmo e configuração possuem uma fragilidade muito maior do que a forjada em torno de objetivos concretos coletivos. (.....)&lt;br /&gt;A consolidação da democracia no Brasil combinada com as questões essenciais do mundo contemporâneo aponta não mais para objetivos comuns a grandes grupos, antes representados pela utopia socialista, mas para aquilo que Foucault chamou de micropoderes. A luta social passa agora pelas inúmeras esferas constituídas por campos profissionais específicos ou por estamentos e minorias. Essa &lt;b&gt;fragmentação de objetivos &lt;/b&gt;gera não só uma dispersão na esfera do sujeito como também na do objeto político&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, como pensar de maneira verdadeiramente coletiva? Não sei. Mas acredito que o discurso pacifista atual teve, entre outros méritos, o benefício de trazer de volta a possibilidade de uma utopia coletiva, de união de setores diversos da sociedade em prol de um pensamento maior, menos fragmentado. Mas, se pensarmos que esta guerra pode acabar a qualquer momento, o que cabe a “nós”, se é que existimos ainda coletivamente e temos alguns objetivos em comum? Continuaremos vociferando contra o estado das coisas de dentro de nossas pequenas universidades, ongs, movimentos, listas de emails, pequenos partidos? Ou chegaremos, juntos, a algum ponto em comum? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, sugiro a todos que assistam ao filme Ponto de Mutação (não sei de que ano é), que trata da questão do pensamento verdadeiramente coletivo, não-fragmentado. Lá pelas tantas a protagonista, uma cientista, fala aos outros personagens que todos os problemas são fragmentos de uma só crise, uma crise de percepção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carolina Stanisci&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-92241725?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/92241725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/92241725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_04_06_archive.html#92241725' title=''/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15442371964931496094</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-92115094</id><published>2003-04-06T21:33:00.000-03:00</published><updated>2003-04-06T21:35:07.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>        É interessante perceber como no decorrer da história os papéis são modificados. Em 2001, os EUA eram vistos como uma nação vítima do terrorismo. Todos estavam penalizados/ solidários com a morte de tantas pessoas no ataque ao World Trade Center. O grande vilão era Osana Ben Laden. E hoje Bush deixou de ser o mocinho que teve seu país atacado e é o vilão que ataca o país de outras pessoas e mata tantos inocentes como aqueles que morreram no 11 de setembro. Nesta data, todos pensaram como alguém era capaz de arquitetar tal plano. Ninguém parou para pensar  e lembrar nas milhares de vidas que o imperialismo americano tirou para se desenvolver. Um exemplo  disso está em uma história em quadrinho. no próximo número da revista do capitão América, este herói encontra o terrorista responsável pelo ataque ás torres gêmeas, depois de uma exaustiva caça ao mesmo. Durante a conversa entre os dois, o terrorista fala da forma agressiva que os EUA  estabeleceu seu poderio perante o mundo, das diversas guerras que travou. E o Capitão América rebate essas acusações com a seguinte frase " Nós mudamos". Esse gibi saiu nos Estados Unidos em  mais ou menos junho do ano passado, quase um ano depois ele vai ser publicado no Brasil. A frase so Capitão não vale mais nada. será que Estados Unidos realmente mudaram? é só abrir o jornal e assistir os noticiários pela tv para saber que não!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-92115094?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/92115094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/92115094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_04_06_archive.html#92115094' title=''/><author><name>Gabriella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04548429614623665741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-92046540</id><published>2003-04-05T14:07:00.000-03:00</published><updated>2003-04-05T14:07:28.360-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Um texto para a "hora do ombudsman":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Internet oferece aos usuários informação mais ampla &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Javier Del Pino &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;WASHINGTON - O valor informativo da Internet nesta guerra foi demonstrado por um marco cibernético tão frívolo quanto revelador: pela primeira vez em muitos anos a palavra "guerra" ficou acima de "sexo" na lista de termos mais procurados na rede. Nos Estados Unidos a Internet tem um valor audiovisual adicional, porque permite observar as imagens e as gravações que as televisões censuram por seu conteúdo gráfico ou antipatriótico. Ao mesmo tempo, a Internet oferece ângulos informativos inéditos nos "diários de guerra" dos repórteres ou fóruns de debate ao vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Segunda Guerra Mundial foi a guerra do rádio, a do Vietnã, a da televisão e a libertação do Kuwait foi propriedade da CNN. Mas a segunda Guerra do Golfo é a guerra da Internet. No conflito atual, nem as redes informativas de televisão nem os 500 jornalistas colocados pelo Pentágono na linha de frente oferecem a amplitude de critérios que se pode encontrar na rede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tecnologia de transmissão de dados em banda larga situa qualquer internauta no epicentro de uma sala virtual de controle, na qual pode escolher entre entrevistas coletivas, declarações, câmaras fixas sobre Bagdá, bate-papos, debates e, principalmente, diversas fontes informativas que proporcionam uma visão bastante completa do que está acontecendo em cada momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os americanos, a Internet proporciona a virtude da objetividade. Setenta e cinco por cento da população dos Estados Unidos acessam regularmente a Internet, em velocidade cada vez maior. Qualquer espectador de televisão cansado do excesso de patriotismo ou da falta de realismo pode observar na rede as imagens que as cadeias omitem devido a sua histórica autocensura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As televisões que oferecem informação 24 horas por dia aumentaram seu número de espectadores, mas suas páginas da Internet dispararam em número de visitantes. A MSNBC.com, da rede NBC, duplicou o público habitual no primeiro dia de batalha. A ABCNews.com deu os primeiros passos para a criação de um canal informativo audiovisual através da Internet. Por US$ 10 mensais o visitante dispõe de todas as imagens e os sons do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia antes do início da guerra, a palavra "Iraque" ocupava o 42º lugar na lista de termos mais procurados no site Yahoo, normalmente encabeçada por "sexo" e "Britney Spears". Desde o começo da guerra "Iraque" é a palavra pela qual os internautas demonstram maior interesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também está em curso uma guerra cibernética entre defensores e detratores da invasão do Iraque. Um grupo de hackers entrou nos computadores da televisão al-Jazeera e substituiu suas páginas por imagens de soldados americanos mortos no Iraque. Outros fizeram circular o vírus Ganda, originário da Suécia. Sob a promessa de oferecer mapas militares da guerra, o vírus destrói o disco rígido de quem o abrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, os movimentos de protesto contra a guerra, condenados à inexistência pela televisão americana, encontram na Internet sua melhor ferramenta de divulgação. Também geraram a criação do chamado hacktivismo, o ataque a servidores informáticos dos órgãos governamentais dos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa mesma linha, uma página que conta o número de civis mortos na guerra está recebendo 100 mil visitas diárias. Iraqbodycount.net atualiza constantemente os números com as informações publicadas pelos jornalistas enviados ao conflito e os dados oferecidos por órgãos iraquianos e americanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A guerra também provocou o florescimento dos "webloggers", termo empregado para definir textos pessoais atualizados em forma de diário. Um deles, dear_raed.blogspot.com, cativou dezenas de milhares de visitantes que acompanham diariamente os sentimentos expressos supostamente por Salam Pax, que se identifica como um arquiteto de 29 anos que mora no centro de Bagdá. Pode ser que nada seja verdadeiro, mas seu diário informático descreve com precisão o que ocorre a cada dia, desde o momento e o lugar exato de cada bombardeio até a odisséia diária para conseguir comprar pão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns correspondentes de guerra também mantêm atualizado seu próprio blog, ou diário informático. Kevin Sites, enviado da CNN ao norte do Iraque, oferecia um olhar alternativo sobre as dificuldades de seu trabalho e os sentimentos pessoais que não incluía em suas crônicas, mas a rede lhe pediu para suspender o diário. Ele deixou de atualizá-lo, mas ainda pode ser lido em www.kevinsites.net.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-92046540?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/92046540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/92046540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_03_30_archive.html#92046540' title=''/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05736187922512003513</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-91950514</id><published>2003-04-03T22:34:00.000-03:00</published><updated>2003-04-03T22:34:14.860-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Gostaria de manifestar a minha opinião em relação ao uso de imagens de impacto da guerra nos meios de comunicação...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos jornais estão evitando mostra certas imagens de impacto da guerra, no entanto, acredito que as cenas fortes são justamente aquelas que melhor fazem o espectador sentir um pouco da brutalidade do que está ocorrendo no Iraque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A função das imagens de impacto não é transmitir fatos novos ao espectador, mas está relacionada às emoções. Não basta saber as informações do número de mortos e de feridos nos bombardeios para compreender o sofrimento que isso causa, pois essa é uma realidade bastante diferente da vivida pelo espectador. A função das imagens fortes, portanto, é aproximar dentro do possível o espectador das vítimas dos genocídios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As imagens que vemos da movimentação das tropas ou das declarações das autoridades talvez sejam úteis para que se compreenda o lado racional (ou irracional) dos responsáveis pela guerra, no entanto, não servem para perceber a realidade de desespero das vítimas dos bombardeios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As imagens de impacto também levam ao espectador a sair da passividade e no mínimo prestar atenção no que está acontecendo (até porque eu realmente não consigo imaginar alguém assistir passivamente uma imagem de, por exemplo, uma criança morta na guerra). É verdade, porém, que em excesso elas se banalizam e, sendo assim, devem ser utilizadas apenas nos momentos realmente violentos, como o atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, acredito que a melhor forma do espectador sair da passividade e conseguir enxergar que dentro da mesma guerra existe uma realidade que não é diplomática e nem militar, mas de sofrimento das vítimas e extrema violência, é mostrar cenas chocantes. É importante lembrar também que o objetivo do jornalismo não é ser agradável e, dessa forma, o incômodo que essas imagens podem trazer não as invalidam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, isso é o que eu penso...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-91950514?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/91950514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/91950514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_03_30_archive.html#91950514' title=''/><author><name>Julio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15035120753930068540</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-91814945</id><published>2003-04-02T00:13:00.000-03:00</published><updated>2003-04-02T00:13:43.890-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Bom, o assunto da guerra é aparentemente inevitável...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês já repararam no incrível número de acidentes com aviões e helicópteros? Eu nunca mais voarei por uma empresa norte-americana, é muito arriscado...caem com uma frequência maior que os da TAM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na era da reprodutibilidade técnica, citando uma mistura de Benjamin com Michael Moore, um país fictício, com eleições fictícias e um líder fictício são produtos de uma realidade que reproduz um modelo de guerra que nem sequer é original, é só olhar os exemplos históricos, as intervenções na América Central, a Guerra do Vietnã, etc...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há mil motivos para que não se goste de Saddam Hussein e de seu regime, porém não há nenhum que justifique as baixas civis no Iraque...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os E.U.A. já começaram o processo de partilha e licitação pública para a reconstrução do Iraque. Estranhamente, a ex-empresa do vice-presidente norte-americano (haja hífen) ganhou a primeira concorrência...O processo de partilha é semelhante ao já realizado com sucesso pelas potências européias na partilha da África...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto as perguntas do jornalista Eduardo Galeano, dirigidas imaginariamente a George Bush no jornal Brasil de Fato nº3, aqui vão as respostas...&lt;br /&gt;Bibliotecas não vencem guerras e Bush não faz a menor idéia de onde fica Nívine&lt;br /&gt;Torre de Babel, para Bush, não passa de mais um "sucesso", uma novela da rede bobo de televisão...&lt;br /&gt;Jardins Suspensos da Babilônia...fala sério, a Amazônia é bem melhor...e, álias, o que é um jardim suspenso?&lt;br /&gt;Bush daria mais um ótimo conto das mil e uma noites...O reizinho mandão...Era uma vez um pequeno ditador que adorava brincar com seus tanques e aviões...ele adorava bancar o conquistador...tinha um apetite insaciável por petróleo...e aí de quem o contrariasse...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A principal razão para a invasão do Iraque é a alta produção de rabanetes do país...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior parte dos terroristas que atacaram o WTC eram da Árabia Saudita, o maior cliente dos estadunidenses no Oriente Médio...o cliente tem sempre razão de reclamar de um produto ruim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os E.U.A. jamais atacariam o Iraque se este possuísse meios de lançar uma bomba atômica, diria Enéas Carneiro, deputado federal mais votado na história do Brasil (uma "maravilha", um "fenômeno" da política brasileira e da democracia...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bush poderia ter acesso fácil ao arquivo dos arsenais químicos do Iraque...bastaria ler os recibos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O iraque desrespeitou 17 resoluções da ONU...Israel "apenas" 64...se formos pela média, amanhã Tel a Viv deveria ser varrida do mapa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soldados norte-americanos estão tendo de lidar com coisas que jamais imaginaram...a cena do soldado dando uma barra de chocolate para uma criança e arrancando lágrimas dela pela atitude de carinho desafiam qualquer ser humano...o soldado repetia exaustivamente " que era impossível para ele entender por que as coisas tinham que ser daquele jeito, por que ele tinha que atirar num povo que passava fome, mas que defendia sua soberania a qualquer custo ". Nenhum vídeo-game ou simulador de guerra podem preparar um soldado para isso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitando a era da reprodutibilidade técnica...That's all folks!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: esse texto é de autoria de Rafael Perracini, all rights reserved...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-91814945?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/91814945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/91814945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_03_30_archive.html#91814945' title=''/><author><name>rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13751133395817473932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-91742480</id><published>2003-03-31T21:40:00.000-03:00</published><updated>2003-03-31T21:40:13.106-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Peço desculpas por não se tratar de algo diretamente relacionado às discussões em sala, mas como a guerra dominou as discussões do blog aí vai:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atitude pacífica e econômica CONTRA A GUERRA&lt;br /&gt;Estamos lançando uma forma de manifestação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia do "não MacDonald's"&lt;br /&gt;A idéia é bastante simples: nesse próximo 1º de abril vamos fazer com que&lt;br /&gt;ninguém vá ao Mac. (seria o mac dia feliz às avessas).  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acreditamos que não precisamos de maiores explicações...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, tudo o que precisamos fazer é encaminhar essa mensagem exaustivamente, pois essa atitude pode ser bastante significativa!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Se o sanduíche fizer muita falta, coma um no boteco da esquina!! &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-91742480?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/91742480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/91742480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_03_30_archive.html#91742480' title=''/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05736187922512003513</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-91736414</id><published>2003-03-31T19:43:00.000-03:00</published><updated>2003-03-31T19:43:03.640-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Aproveitando que estou no clima para colaborar com o Blog, gostaria de salientar e propor como tema de discussão na próxima aula (nunca se sabe quando) a história dos jornalistas portugueses que foram "capturados" pela gorilada norte-americana. Não sei exatamente onde vi isso no final de semana (se não me engano foi no fantástico), mas a história é fenomenal. Dois jornalistas da RTP conseguiram entra na zona de combate, que só está autorizada para os reporteres "embaded", ou seja, os que fazem propaganda da Guerra. Segundo eles, foi quando só ali que eles se daram conta da magnitude da guerra, do verdadeiro campo de batalha. Só que, depois de um tempo, eles foram vistos por soldados americanos. O fato é que eles foram extremamente mal-tratados, apanharam, ficaram presos no porta-malas do carro, enfim, foram tratados como animais. Em entrevista ao repórter da globo, os jornalistas contaram que depois de três ou quatro dias (não tenho muita certeza) eles foram soltos por um tenente americano. Este tenente foi super solícito, pediu mil desculpas, etc. Segundo ele, aqueles soldados são a vergonha do US Army. Ele usou o seguinte argumento para justificar o ato deles: "Eles são treinados para serem como cães". Que beleza! Vejam o tipo de gente que se submete a lutar pelos EUA. Talvez seja a única forma de convencer pessoas a lutarem sem ideal nenhum: criando um monte de seres gorilas-humanos. É isso! Já escrevi demais! Alguém ouviu essa história?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;F.    &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-91736414?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/91736414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/91736414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_03_30_archive.html#91736414' title=''/><author><name>Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15579329515529620155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-91735604</id><published>2003-03-31T19:28:00.000-03:00</published><updated>2003-03-31T19:28:35.746-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Caro Silvio,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa tem me atormentado desde que ouvimos o primeiro indicio de greve: passaremos a terça-feira sem "A hora do ombundsman"? Acho que compartilho desta preocupação com toda a classe. Assim, venho, por meio desta mensagem, perguntar-lhe se já existe alguma definição se iremos ter aula ou não amanhã (01/04). Seria muito interessante se você pudesse atualizar o site com essa "novidade" ainda hoje... assim não teríamos que ir até a PUC-SP com o risco de (literalmente) bater com a cara na porta da classe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;F.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-91735604?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/91735604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/91735604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_03_30_archive.html#91735604' title=''/><author><name>Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15579329515529620155</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-91713047</id><published>2003-03-31T12:47:00.000-03:00</published><updated>2003-03-31T12:47:32.530-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Veríssimo e a Guerra contra o Iraque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoal, colo aqui um trecho do texto do Veríssimo publicado esse domingo (30/03) no Estadão. Como tudo o que ele escreve, é muito bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notícias da guerra &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aconteceu outra vez. Como em todas as guerras, a primeira vítima da invasão do Iraque foi a Verdade. Ela foi ferida nos primeiros minutos de luta e quando deu entrada no hospital do Kuwait - ou num hospital de campanha montado dentro do território iraquiano, as versões divergem - já estava morta. Foi atingida por um solado iraquiano disfarçado de civil, por "fogo amigo" dos aliados, por uma mina terrestre iraquiana, por uma bala perdida de origem desconhecida, por um míssil disparado pelos americanos contra Bagdá que se perdeu e a feriu junto com outros dez inocentes, por um míssil disparado pelos iraquianos contra o Kuwait que também se perdeu e a feriu junto com outros 20 inocentes - depende de quem faz o relato. Era morena ou loira, alta ou baixa, magra ou gorda, casada ou solteira ou tudo isso ao mesmo tempo. Sacrificou-se pela libertação do povo oprimido do Iraque ou foi uma vítima da criminosa agressão ao povo do Iraque. Famílias diferentes foram notificadas da sua morte e brigaram pelos seus restos mortais, cada uma reivindicando o corpo para si, inclusive com documentos, certidões, fichas dentárias, etc., sem chegarem a um acordo. É sempre assim. Já se convencionou que só há uma maneira de saber ao certo de quem é, afinal, a Verdade: esperar o fim da guerra para que o vencedor possa, com calma, descrevê-la em detalhes, identificar sinais de nascença e velhas cicatrizes, e acabar com todas as dúvidas. A História mostra que nesses casos a Verdade era sempre do vencedor. E se não era, ficava sendo. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-91713047?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/91713047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/91713047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_03_30_archive.html#91713047' title=''/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06553575771621412721</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-91712612</id><published>2003-03-31T12:40:00.000-03:00</published><updated>2003-03-31T12:40:23.576-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Pequeno comentário sobre CHICAGO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme mais comentado ultimamente faz jus à quantidade de menções que a ele se faz: é um Espetáculo, em todos os sentidos que essa palavra pode possuir. Entretanto, a grande maioria dos comentários passa praticamente desapercebida pelas sátiras e ironias que compõem o enredo.&lt;br /&gt;Como o Bruno já disse, o filme se baseia na manipulação da imprensa por um advogado para construir o argumento de defesa de sua cliente.  &lt;br /&gt;As sacadas do filme quanto à imprensa são realmente geniais, mas por serem igualmente divertidas pode se deixar impressionar pelo "show" (realmente impressionante) e deixar escapar a reflexão que deve acontecer. Mas essa reflexão, acredito eu, escapa apenas aos mais distraídos, pois o show, a pompa e o espetáculo  do filme acentuam o show, a pompa e o espetáculo da própria imprensa.&lt;br /&gt;Jornalistas: um bando de famintos frente a um prato de comida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-91712612?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/91712612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/91712612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_03_30_archive.html#91712612' title=''/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06553575771621412721</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-91684090</id><published>2003-03-31T00:49:00.000-03:00</published><updated>2003-03-31T00:52:34.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Voltando ao tema da guerra como espetáculo e àquela sensação da qual falou a Ana Claáudia de assistir à guerra como um reality show queria fazer alguns comentários. A priemeira coisa que me chamou a atenção nessa guerra foi o fato de ela ser uma guerra que teve hora certa para começar. Não sei se todos tiveram essa sensação, mas eu me peguei sentado na frente da televisão esperando a guerra começar !!!!!! Da mesma forma como se estivesse esperando o começo do próximo programa ! O pior é que depois que começou eu passei a ficar na frente da televisão assistindo a imagem de uma cidade à espera de que ela fosse bombardeada ! Eu não tenho pretensão de conceitualizar o estado psicológico que essas imagens geraram, mas tenho a sensação de que isso seria no mínimo um interessante campo de estudo... inconscientemente a guerra ganha o status de um progrma de TV e a partir disso você passa a acompanhar os bombardeios como se fossem capítulos dessa novela, naturalizando isso como se fosse a história de um romance ou coisa do tipo. Bom, sobre isso a Ana já falou, agora a impressão que eu fiquei é que esse estado psicológico é a comprovação empírica daquilo que o Nicolau Sevcenko chamou de síndrome do looping: você senta em frente da televisão ou abre o jornal e o fluxo de informações é tão violento que acaba com a sua capacidade de reflexão, as informações viram meros dados novos para preencher o espaço entre a imagem de um bombardeio e outro e como você está de cabeça para baixo no meio do loop informacional você não consegue mais refletir sobre aquilo, você simplesmente continua assistindo. Por tudo isso acho que o André citou a frase da prima dele muito bem: cada vez mais eu me convenço de que é melhor ficar longe dos jornais. A narrativa dos episódios da guerra deixam de ser informação no momento em que elas não trazem mais subsídios para se pensar sobre os motivos e conseqüências da guerra, elas não chegam nem mais a ser novidade: sabia-se de antemão que se tratava de um massacre, qual é a novidade  de se saber quantos cadáveres novos foram gerados em um dia ? Na minha opinião as únicas informações de fato que surgiram foram a do mega bombardeio do dia 21/03 e o início da resistência iraquiana. Mas, seguindo o conselho do próprio Nicolau, não faz mal a ninguém sair do turbilhão informacional e parar para refletir. A partir da reflexão pode-se deixar de assumir a atitude passiva de contemplar a tragédia em frente da TV e partir para a postura ativa do boicote aos produtos de origem americana. Claro que o boicote não é completo, pois se fosse teríamos que parar de consumir energia elétrica pois a eletropaulo pertence à empresa americana AES. No entanto pode-se escolher alguns produtos simbólicos como Coca-Cola e Mc Donalds e simplesmente trocá-los por similares nacionais. Também é muito importante o boicote aos postos Texaco e Esso, pertencentes às empresas de petróleo dos Estados Unidos que colocaram gente como George Bush e Dick Chenney na Casa Branca por meio de uma fraude eleitoral, como lembrou Michael Moore. Um site interessante sobre o assunto é o www.adbusters.org. Acho que esse é um exemplo prático dos dois lados da moeda das tecnologias de informação: ao mesmo tempo em que fazem as agências internacionais se tornarem armas de guerra (CNN, BBC, etc...) também possibilitam a construção de um boicote global a produtos americanos. Sobre o papel do jornalismo na guerra, por sinal, acho que vale a pena pensar nele a partir do filme Chicago (apesar de ser americano) e ver que da mesma forma que no filme um advogado usa a imprensa como marionete para construir a defesa de uma cliente a partir de um relato fictício, as já citadas CNN e BBC são usadas hoje da mesma maneira pelos governos de seus países para vender a grande mentira da "libertação do Iraque". Por fim, sobre as discussões sobre a transformação dos níveis de realidade, acho que há uma música que pode ajudar a pensar sobre isso. A música é de um grupo alemão de digital hardcore chamado Atari Teenage Riot e foi escrita em 1993, ou seja: o que parece novidade já é discutido há mais de uma década ! A letra da música está em inglês, mas se houver necessidade posso traduzi-la:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Delete    Yourself    (You    Have    No    Chance    to    Win) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;You put on the videohelmet&lt;br /&gt;And you quickly realize that this is not just another videogame&lt;br /&gt;Your entire field of vision fills with another worldly scene&lt;br /&gt;    You're in the game!&lt;br /&gt;One day will come you enter the cyberspace&lt;br /&gt;And you never ever want to get out&lt;br /&gt;Cause reality is shit and cyberspace is gone:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Delete Yourself - Delete Yourself&lt;br /&gt;GO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Are you ready?&lt;br /&gt;Delete Yourself! You got no chance to win!&lt;br /&gt;Delete Yourself! You got no chance to win!&lt;br /&gt;Delete Yourself! You got no chance to win!&lt;br /&gt;Delete Yourself! You got no chance to win!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The shit the shit is gonna make me sick&lt;br /&gt;You're telling me this I tell you that&lt;br /&gt;You're sitting there fat and what do you get?&lt;br /&gt;Is nothing for your money!&lt;br /&gt;No chance to win that's what I tell you&lt;br /&gt;But find it out your problem isn't mine&lt;br /&gt;Try to feel something any longer&lt;br /&gt;Ha! We're getting stronger!&lt;br /&gt;The end of the new age that's what it is!&lt;br /&gt;Let's take the piss there's nothing to risk&lt;br /&gt;Oh come on! Shoot the fuckers and sweat the technique&lt;br /&gt;Two blind eyes that's what we need&lt;br /&gt;Go away and play your game!&lt;br /&gt;HERE'S THE ORDER:&lt;br /&gt;Delete Yourself!&lt;br /&gt;GO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Delete Yourself! You got no chance to win!&lt;br /&gt;Delete Yourself! You got no chance to win!&lt;br /&gt;Delete Yourself! You got no chance to win!&lt;br /&gt;Delete Yourself! You got no chance to win!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FBI and CIA&lt;br /&gt;I'm waiting for the day when they stop playing&lt;br /&gt;1984 is a joke when you see where we are 10 YEARS LATER!&lt;br /&gt;War will be a warm up and then it will be forgotten&lt;br /&gt;Politicians lie while others die - I'VE HAD ENOUGH!&lt;br /&gt;Tell the truth that's what I want&lt;br /&gt;Tell a lie I can't decide whether it's right or wrong&lt;br /&gt;Fuck the system, man, fuck it up!&lt;br /&gt;START THE RIOT! START IT NOW!&lt;br /&gt;YOU DON'T KNOW? WE TELL YOU HOW!&lt;br /&gt;Come policeman shoot me down! You'll lose ATR is around!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Delete Yourself! You got no chance to win!&lt;br /&gt;Delete Yourself! You got no chance to win!&lt;br /&gt;Delete Yourself! You got no chance to win!&lt;br /&gt;Delete Yourself! You got no chance to win!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-91684090?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/91684090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/91684090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_03_30_archive.html#91684090' title=''/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05736187922512003513</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-91562646</id><published>2003-03-28T16:42:00.000-03:00</published><updated>2003-03-28T16:45:15.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sei que esse texto já não é mais novidade, mas sei também de gente que ainda quer ler, então aí vai. Saiu na folha 3a ou 4a-feira da semana passada. Vale a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O 18 de BRUMÁRIO DE BUSH&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;MICHAEL HARDT&lt;br /&gt;ESPECIAL PARA A FOLHA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;i&gt;Hegel comenta em algum lugar que todos os fatos e personagens de grande importância na história mundial ocorrem duas vezes, por assim dizer. Ele esqueceu de acrescentar: a primeira vez como tragédia, a segunda, como farsa." Karl Marx&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parecemos condenados à repetição histórica. Há um excesso de fantasmas do passado vagando por nosso atual cenário. É preciso afastar os falsos espectros e ver quais grandes eventos e figuras históricas estão se repetindo hoje.&lt;br /&gt;Sob alguns aspectos, a guerra contra o Iraque e a atual missão global do governo americano parecem repetir os antigos projetos imperialistas europeus. Os atuais esforços não apenas para impor novos regimes no Afeganistão e no Iraque, mas também, de modo mais geral, para refazer a paisagem política no Oriente Médio e até "remodelar o ambiente global" são concebidos e apresentados usando-se os antigos termos da missão civilizadora das potências européias. O presidente Bush poderia se imaginar vestindo o manto dos grandes e nobres imperialistas que educaram os selvagens e levaram a civilização ao mundo. Devemos ter a coragem de ajudá-los, ele diz, e eles nos agradecerão mais tarde. Ou, em um aspecto mais venal, as iniciativas para controlar os vastos campos de petróleo no Iraque e no Oriente Médio certamente lembram diversas guerras imperialistas para acumular riqueza, como as tentativas britânicas um século atrás, na Guerra dos Bôeres, de assumir o controle das grandes minas de ouro da África do Sul.&lt;br /&gt;Apesar dessas semelhanças, porém, os antigos imperialismos não nos ajudam a compreender o que é fundamental em nossa situação contemporânea. Essas comparações realmente não passam de roupas mal ajustadas que disfarçam o que está acontecendo por baixo. A verdadeira repetição histórica está muito mais perto de casa. Poderíamos dizer que os EUA estão repetindo hoje a Guerra do Golfo, de 1991, mas isso é na verdade apenas um elemento de uma repetição histórica muito mais importante: o golpe de Estado no sistema global - um novo 18 de Brumário, desta vez uma repetição de pai e filho, em vez de tio e sobrinho [como Napoleão]. Por golpe de Estado quero dizer aqui a usurpação de poder dentro da ordem governante pelo elemento monárquico unilateral e a correspondente subordinação das forças aristocráticas multilaterais.&lt;br /&gt;O golpe de Estado de Bush pai foi concebido na época como a criação de uma nova ordem mundial. Pouco depois da queda do Muro de Berlim e do colapso da ordem bipolar da Guerra Fria, a primeira Guerra do Golfo ajudou a definir os termos da nova estrutura de poder global. Os EUA, como única superpotência restante, teriam precedência sobre todas as outras, mas não governariam o mundo sozinhos. O papel dos EUA no Primeiro Império trilhou um caminho que combinava superioridade e colaboração. Exerceriam poderes monárquicos, especialmente em questões militares, mas ao mesmo tempo colaborariam em um amplo sistema de poder global constituído por uma rede de potências de diversas capacidades e formas, incluindo os outros países dominantes, juntamente com grandes corporações capitalistas, organizações transnacionais como a ONU e o FMI e muitas outras. A característica essencial do Primeiro Império é que a superioridade dos EUA não contradiz ou impede a participação das outras forças.&lt;br /&gt;O golpe de Estado de Bush filho, que muitas vezes recebe o nome de unilateralidade, vai um passo além na concentração do poder global. O que está claro na nova doutrina americana de ataques preventivos e reestruturação política global é que o país está tentando subordinar todas as potências aristocráticas. Os EUA acreditam que podem governar o mundo sozinhos ou com a mera ajuda de vassalos passivos. Outras potências são aconselhadas a seguir sua liderança, não tanto porque sejam necessárias, mas para não se tornarem irrelevantes.&lt;br /&gt;Enquanto Bush filho interpreta o jovem Bonaparte, a ONU e os países-estados europeus, especialmente França e Alemanha, encontram-se na posição dos partidos parlamentares burgueses da França no século 19, insistindo na multilateralidade contra a unilateralidade do imperador. Essa é a repetição histórica. A luta entre os EUA e a ONU, os esforços americanos para dividir e enfraquecer a Europa e os conflitos na Otan estão muito mais perto da essência dos atuais desenvolvimentos que a própria guerra contra o Iraque. É aí que a hierarquia do Segundo Império - nova ordem mundial 2 - está sendo definida hoje.&lt;br /&gt;Mas toda repetição histórica tem uma diferença. O golpe de Bush filho lembra o do pai na medida em que ambos buscam concentrar mais poder nas mãos dos EUA. No Primeiro Império, porém, o papel monárquico dos EUA na nova ordem mundial foi equilibrado por uma ampla participação aristocrática em uma rede de numerosas potências. Hoje essa natureza dupla do Império - superioridade americana mais ampla colaboração - parece ter sumido. A Europa, a ONU e outras potências multilaterais ameaçam representar uma alternativa eficaz aos EUA. O Segundo Império de Bush filho tenta separar os EUA de todas as outras potências e tornar desnecessária sua colaboração. Podemos ver que a concórdia das potências dominantes do Primeiro Império ruiu.&lt;br /&gt;Em reação ao golpe de Estado bonapartista e à formação do Segundo Império na França do século 19, quando as forças da revolução tinham minguado, Marx procurou motivos de otimismo. Ele não defendeu que se assumisse o lado dos partidos burgueses multilaterais contra o imperador unilateral. Ele viu os conflitos entre as potências dominantes como uma passagem pelo purgatório, em que as forças revolucionárias aparentemente inexistentes estavam apenas cavando túneis no subsolo, esperando o momento para se manifestar. Nós também não temos a intenção de assumir o lado de qualquer das forças que lutam pelo poder no topo da hierarquia global. Hoje, porém, as forças da revolução estão trabalhando em plena vista. Os diversos movimentos que há vários anos vêm protestando contra a atual forma de globalização são centrais nos atos contra a guerra e hoje são cada vez mais reconhecidos como uma "opinião pública global". Essa voz alternativa existente talvez seja a diferença mais importante hoje, que pode nos libertar do trágico ciclo da repetição histórica.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Michael Hardt é professor de literatura da Universidade Duke (EUA) e co-autor, com Antonio Negri, de "Império".&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-91562646?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/91562646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/91562646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_03_23_archive.html#91562646' title=''/><author><name>Mauricio S.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953734891819139191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-91562218</id><published>2003-03-28T16:33:00.000-03:00</published><updated>2003-03-28T16:33:44.793-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Aproveitando a "febre" em torno do Michael Moore, hoje (sexta-feira, dia 28 de Março) tem entrevista com o documentarista às 22:30, no "60 Minutes" (GNT).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;By the way, se alguém quiser muito, eu tenho o "Bowling 4 Columbine" em CD (peguei no Kazaa). É só pedir (e me dar um CDR) que eu faço cópia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MS.: &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-91562218?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/91562218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/91562218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_03_23_archive.html#91562218' title=''/><author><name>Mauricio S.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953734891819139191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-91496646</id><published>2003-03-27T16:22:00.000-03:00</published><updated>2003-03-27T16:22:18.936-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sugestão para hoje à noite. Alguém que tenha Directv - e que se interesse - pode gravar? (matéria do JB)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A intimidade de Saddam &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que Saddam Hussein está prestes a ser executado nos próximos dias todo mundo sabe. Mas o fato que Saddam quase foi abortado intencionalmente por sua mãe é novidade para muita gente. Essa é apenas uma das curiosidades sobre o ditador iraquiano que estão no documentário Tio Saddam, que estréia hoje no canal Infinito, disponível na maior parte do Brasil apenas pela Directv. A premiada produção é resultado de um trabalho de investigação realizado há dois anos no Oriente Médio pelo jornalista francês Joël Soler. O documentário mostra, através de vários depoimentos, toda a trajetória política de Saddam, explicando como funciona a atual estrutura do poder no Iraque. Mas as partes mais interessantes são mesmo as que traçam o perfil de Saddam, com amigos, opositores e até o próprio ditador falando de sua intimidade. O documentário mostra como Saddam se diverte nas horas vagas e fala de sua obsessão pela própria imagem. O roteiro tem colaboração de Scott Thompson, do grupo de humor canadense Kids in the Hall. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tio Saddam. Infinito, às 20h. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-91496646?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/91496646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/91496646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_03_23_archive.html#91496646' title=''/><author><name>Deborah</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13934173849223461086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-91495829</id><published>2003-03-27T16:07:00.000-03:00</published><updated>2003-03-27T16:08:59.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Gostei do comentário de Michael Moore, porque, se ele não foi o primeiro, foi o que teve o maior destaque abordando os motivos da guerra sem envolver economia, política...A guerra e seus motivos fictícios, como ele mesmo disse, tem atraído inúmeras pessoas para frente da televisão para acompanhar os desdobramentos e cada momento novo dessa tal "ficção". Mas temos que lembrar que a guerra em si não é ficção. Pessoas mortas, feridas e tendo seu país, sua cidade, suas casas, suas vidas sendo destruídas. Acompanhando pela TV parece uma coisa distante, uma ficção mesmo. Cada dia que nós ligamos a TV para acompanhar as cenas da guerra, dá a impressão que estamos indo assistir mais um capítulo de um seriado de guerra. Mas não podemos nos esquecer que aquilo é real, e por incrível que pareça, alguns meios de cominicação tratam aquilo como se fosse mera ficção. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-91495829?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/91495829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/91495829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_03_23_archive.html#91495829' title=''/><author><name>Tiago</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06207624811273148683</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-91419834</id><published>2003-03-26T13:46:00.000-03:00</published><updated>2003-03-26T13:46:16.450-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Algumas perguntas feitas a Michael Moore na coletiva de imprensa após a entrega do Oscar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você não acha que o país está dividido?&lt;br /&gt;MM: O país está unido. Os americanos não querem ver seus jovens mortos. Nós queremos que eles voltem para casa salvos. A maioria dos americanos nunca votou naquele cara que está na Casa Branca. E continuarei falando isso até que ele saia de lá. Nossa democracia foi seqüestrada. Me chamem de louco, me chamem de americano... Mas, para mim, cada pessoa vale um voto. E você tem que contar todos os votos! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você acha que os EUA estão lutando pelo american way of life?&lt;br /&gt;MM: Não. (...) Bush está lutando pelos seus amigos e pelo petróleo. É imoral. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as razões fictícias das quais você falou?&lt;br /&gt;MM: A razão fictícia é que Saddam Hussein vai te matar esta noite. Isto é ficção. A não-ficção é que o Iraque está sendo atacado por causa do petróleo. E por que eles não dizem isso? Outro dia, num discurso, ele quase disse isso quando falou "não queimem os poços de petróleo". Pensamos que ele ia completar: "não queimem porque é nosso!". Mas ele não disse... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-91419834?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/91419834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/91419834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_03_23_archive.html#91419834' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07076021525846438345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-91408825</id><published>2003-03-26T10:14:00.000-03:00</published><updated>2003-03-26T10:14:26.780-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Gostei do comentário do Michael Moore ao receber o Oscar por seu documentário Bowling for Columbine. De fato, Bush e seus falcões, como a mídia os vem tratando, construíram uma ficção peculiar para dar início à guerra. Todos sabemos dos argumentos levantados e publicados a favor da guerra ao Iraque. Também todos já lemos sobre a importância geopolítica da região, sobre sua riqueza  (No war for oil, talvez o slogan antiguerra mais repetido). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não havia ainda ouvido alguém falar a palavra ficção: presidente fictício, guerra fictícia. E quem melhor do que um documentarista que pretende desvendar a realidade, desatar seus nós, para acusar o governo de Bush de abusar da ficção para satisfazer seus objetivos? Sutil, inteligente, dispensando análises econômicas ou políticas sobre o front de guerra, Moore revela na noite do Oscar que a ficção tomou conta da realidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justamente na festa que celebra a ficção, ele, que deve saber que a imagem é enganadora e veicula conteúdos suspeitos dos dois lados, diz que Bush faz uma ficção barata para atingir seus propósitos. Enquanto isso, as imagens consumidas pela tevê contam a história de prisioneiros torturados (ou bem tratados?); crianças queimadas (com as bombas, ou antes delas?); Saddam falando em reuniões (ou são seus clones e ele está escondido em um de seus 50 palácios?); bombas cirúrgicas (ou de destruição em massa?); mortos (quantos de verdade?); Bush brincando com o cachorro no dia do ultimato (ou bebendo uísque às escondidas?)....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São questões diversas, mas tratam todas de como as informações chegam a nós. De como, daqui da periferia, somos atingidos por esta guerra de imagens caudalosas, contendo camadas de ficção e realidade....&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-91408825?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/91408825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/91408825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_03_23_archive.html#91408825' title=''/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15442371964931496094</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-91299493</id><published>2003-03-24T17:41:00.000-03:00</published><updated>2003-03-24T17:41:45.436-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Muito sabidamente, uma prima minha, estudante de história, disse: "bom, começou a guerra. não podemos mais ler os jornais". Na mosca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-91299493?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/91299493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/91299493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_03_23_archive.html#91299493' title=''/><author><name>Andr�</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423699403903993325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-91278147</id><published>2003-03-24T10:43:00.000-03:00</published><updated>2003-03-24T18:14:56.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Discurso de Michael Moore, premiado com o Oscar de  melhor documentário por 'Jogando Boliche por Columbine':&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Uau. Em nome de nossos produtores Kathleen Glynn e Michael Donovan, do Canadá, eu gostaria de agradecer a Academia por isso. Eu convidei meus colegas documentaristas indicados para o palco conosco, e nós gostaríamos de - eles estão aqui em solidariedade comigo porque nós gostamos de não-ficção. Nós gostamos de não-ficção e vivemos em tempos fictícios. Nós vivemos no tempo em que temos eleições de resultados fictícios que elegem um presidente fictício. Nós vivemos em um tempo em que nós temos um homem nos mandando à guerra por razões fictícias. Se é a ficção da fita isolante ou a ficção dos alertas laranjas nós estamos contra essa guerra, Senhor Bush. Que vergonha, senhor Bush, que vergonha. E a qualquer momento em que você tem o Papa e as Dixie Chicks contra você, seu tempo acabou. Muito obrigado." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reação na platéia foi de constrangimento, apoio e vaias. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-91278147?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/91278147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/91278147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_03_23_archive.html#91278147' title=''/><author><name>Silvio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10617364121622954649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-91273848</id><published>2003-03-24T08:41:00.000-03:00</published><updated>2003-03-24T08:41:37.483-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>E a guerra continua...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lendo o texto da Ana e observando as fotos que saíram na primeira página da Folha de S. Paulo ontem, gostaria de comentar sobre a indignação, o choque e a tristeza que me tomaram. Apesar de ser super discutível a publicação de fotos como aquelas (talvez torne o jornal mais sensacionalista, por outro lado, mostra os horrores da guerra), fica claro o tom como os "aliados" estão levando o ataque, que para Clóvis Rossi, trata-se de um massacre. As imagens de um soldado iraquiano morto, segurando uma bandeira branca, e de uma criança queimada mostram um pouco da angústia e sofrimento de uma população miserável, completamente sem saída, atônita. Mas, de que adianta nosso sentimento? Sofremos, mas não conseguimos nem imaginar o que realmente é viver uma guerra. Com nossa impotência diante do "Império" que fecha os olhos e tapa os ouvidos, somos apenas testemunhas de um momento histórico que provavelmente modificará as relações internacionais. E aqueles anônimos, como disse a Ana, continuarão sendo apenas personagens coadjuvantes que morrem nos jogos de video-games.  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-91273848?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/91273848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/91273848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_03_23_archive.html#91273848' title=''/><author><name>Camila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15215104875314254493</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-91232915</id><published>2003-03-23T15:34:00.000-03:00</published><updated>2003-03-23T15:58:03.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Frida Kahlo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudando completamente de assunto, gostaria de fazer alguns breves comentários sobre o filme "Frida", que acabo de assistir.&lt;br /&gt;Com 3 indicações ao Oscar (atriz, canção original e figurino), o filme conta um pouco sobre quem foi a grande artista Frida Kahlo. Tudo nele é realmente deslumbrante: música, fotografia, efeitos visuais, figurino, atores e, PRINCIPALEMTE, roteiro. &lt;br /&gt;O roteiro, independentemente de suas eventuais falhas (como, por exemplo, ser todo em inglês), é magnífico por um simples motivo: Frida Kahlo é magnífica. A vida desta mulher é repleta de nuanças dos mais complexos e contraditórios setimentos e sensações; é calcada em mistérios, incertezas, alegrias e sofrimentos que delinearam sua obra de maneira decisiva, de maneira que cada quadro seu seja ela própria e seja, também, reflexo de cada mulher ou homem.&lt;br /&gt;Para entender suas pinturas, seus inúmeros auto-retratos e a obsessão pela própria imagem, pelo próprio corpo, pela própria vida, conhecer seu Universo é pré-requisito. Os quadros de Frida observados fora do contexto de sua vida não passam de devaneios surrealistas... Mas quando admirados lado a lado de cada episódio que a instigou a pintá-los, os quadros ganham uma conotação muito mais delicada que as imagens oníricas dos surrealistas, pois tratam da realidade, da realidade de Frida Kahlo. Em palavras suas: "Me retrato a mí misma porque paso mucho tiempo sola y porque yo soy el motivo que mejor conozco." Aprofundando-se em si mesma, compreendendo e apreendendo na tela a brutalidade e a sutileza de si própria, a artista escancara a essência do ser humano.&lt;br /&gt;"Frida", dirigido pela cineasta Julie Taymor, explora de maneira surpreendente o mundo igualmente surpreendente de uma artista intensa, apaixonante e - perdoem-me pela insistência - SURPREENDENTE!&lt;br /&gt;Recomendo a Todos, por todos os motivos que nos fazem seres humanos.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-91232915?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/91232915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/91232915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_03_23_archive.html#91232915' title=''/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06553575771621412721</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-91144088</id><published>2003-03-21T17:48:00.000-03:00</published><updated>2003-03-21T17:54:41.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Uma pequena reflexão sobre a guerra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o início da guerra, ou seja, há 2 dias, também somos bombardeados. Não por Tomahawks ou outros tipos de mísseis inteligentes, mas por informações que chegam por todos os lados, a qualquer hora do dia e em qualquer meio de comunicação. No supermercado, na academia, na escola de piano, no trabalho, no restaurante da faculdade, onde quer que estejamos, há sempre um rádio, uma televisão ou um computador ligado à espera de novidades. É incrível pensar que a guerra nos desperta um tipo de sadismo, no sentido em que ficamos esperando por mais bombas, mais incêndios, mais ataques. Pior ainda, é a "satisfação" que sentimos quando visualizamos uma imagem da guerra. A princípio, tal imagem deveria nos causar angústia, desespero, pânico, mas não é isso o que costuma acontecer. Assim como no atentado ao WTC, as imagens, da TV, principalmente, são transmitidas e repetidas diversas vezes e fazemos questões de assisti-las tantas vezes quantas forem veiculadas. Acredito que desenvolvemos uma espécie de filtro, que nos permite que vejamos a realidade, mas não a compreeendamos como tal. Me sinto como que diante de um jogo de video-game, no qual a guerra não passa de imagens virtuais. No meu caso, pelo menos, preciso me esforçar para acreditar que tais imagens são "reais". Os bombardeios são transmitidos, mas suas conseqüências não são. Várias vítimas morrerão nesta guerra e elas serão para nós tão anônimas quanto os personagens coadjuvantes que morrem nos jogos de video-game.    &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-91144088?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/91144088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/91144088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_03_16_archive.html#91144088' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07076021525846438345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-91067438</id><published>2003-03-20T13:56:00.000-03:00</published><updated>2003-03-20T13:56:01.420-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O discurso do Bush (que poderia ser muito bem o de Saddam).&lt;br /&gt;Lendo o texto do Rafael eu pensei em traçar um paralelo com a frase de Paul Virilio "Os homens sobreviveram à pré-história porque inventaram meios para escapar aos dinossauros", mas lembrei que os homens nunca conviveram realmente com os dinossauros. Aí vai o discurso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Meus companheiros cidadãos, neste momento as forças norte-americanas e de coalizão estão no estágio inicial da operação militar para desarmar o Iraque, libertar sua população e defender o mundo de um grave perigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob minhas ordens, as forças de coalizão começaram a atacar alvos específicos de importância militar para minar a capacidade bélica de Saddam Hussein. Este é o estágio inicial daquela que será uma campanha ampla e planejada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais de 35 países estão dando uma colaboração fundamental, do uso de suas bases navais e aéreas à ajuda em questões de inteligência e logística, e à convocação de unidades de combate. Cada país nessa coalizão escolheu assumir sua tarefa e dividir a honra de servir em nossa defesa comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A todos os homens e mulheres das forças armadas dos Estados Unidos que estão agora no Oriente Médio, a paz de um mundo tumultuado e a esperança de um povo oprimido agora depende de vocês. A confiança está bem colocada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os inimigos que vocês confrontarem conhecerão sua habilidade e sua coragem. As pessoas que vocês libertarem testemunharão o espírito honroso e íntegro dos militares norte-americanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste conflito, a América encara um inimigo que não tem respeito por convenções de guerra ou regras de moralidade. Saddam Hussein instalou tropas e equipamentos iraquianos em áreas civis, tentando usar homens, mulheres e crianças inocentes como escudos para suas próprias tropas, uma última atrocidade contra seu povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero que os norte-americanos e todo o mundo saibam que as forças de coalizão farão todo o esforço para poupar civis inocentes. Uma campanha no terreno inóspito de uma nação com o tamanho da Califórnia poderia ser mais longa e mais difícil que alguns acreditam. E ajudar os iraquianos a alcançarem um país unido, estável e livre exigirá nosso compromisso prolongado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós entramos ao Iraque com respeito a seus cidadãos, sua grande civilização e às crenças religiosas que praticam. Não temos ambições no Iraque, a não ser remover uma ameaça e restaurar o controle do poder a seu próprio povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que as famílias de nossos militares estão rezando para que todos que servem retornem com segurança e rapidamente. Milhões de americanos estão rezando com vocês pela segurança de nossos entes queridos e pela proteção dos inocentes. Por seu sacrifício, vocês terão a gratidão e o respeito do povo norte-americano, e vocês podem ter certeza que nossas forças voltarão para casa assim que seu trabalho for cumprido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa nação entra neste conflito relutante, ainda que certa de nosso propósito. O povo dos Estados Unidos, nossos amigos e aliados não viverão à mercê de um regime criminoso que ameaça a paz com armas de assassinato em massa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós enfrentaremos essa ameaça agora com nossos Exército, Força Aérea, Marinha, Guarda Costeira e fuzileiros, para então não termos de enfrentá-la mais tarde com exércitos de bombeiros e policiais e médicos nas ruas de nossas cidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que o conflito chegou, a única maneira de limitar sua duração é aplicar um poder decisivo. E eu lhes asseguro: essa não será uma campanha de meias ações e aceitaremos nenhum outro resultado senão a vitória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus companheiros cidadãos, os perigos sobre nosso país e o mundo serão superados. Nós transpassaremos esse momento de risco e continuaremos com o trabalho pela paz. Nós defenderemos nossa liberdade. Nós traremos liberdade para os outros. E nós venceremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que Deus abençoe nosso país e todos que o defendem."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bush&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-91067438?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/91067438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/91067438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_03_16_archive.html#91067438' title=''/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15679800939458892897</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-91000645</id><published>2003-03-19T14:16:00.000-03:00</published><updated>2003-03-19T14:16:50.030-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Rafael Perracini&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, o que a Ju postou mostra que toda guerra que se quer dizer religiosa e/ou preventiva tem, na verdade, um fundo econômico. Eu ainda não consegui acessar os posts das semanas anteriores, mas aqui vão alguns dados interessantes que talvez vocês não saibam:&lt;br /&gt;O euro há muito já tem se demonstrado uma moeda mais forte e consistente que o dólar. O PIB do euro cresceu 1% a mais que o PIB estadunidense no último ano.&lt;br /&gt;Muitos países da OPEP já operam com o euro como moeda de troca, sendo o Iraque o pioneiro nesta mudança cambial.&lt;br /&gt;25% do PIB da China é constituído pela moeda única européia. A economia chinesa é a que mais cresceu nos últimos 3 anos.&lt;br /&gt;Os Estados Unidos são, por um lado, um dos maiores credores, e por outro o maior devedor do mundo, com a diferença que o poderio bélico lhes garante cobrar sem serem cobrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o fim do mundo bipolar, as nações têm se colocado de uma nova forma no cenário mundial: as que apóiam cegamente os Estados Unidos e as que são contra mas não interferem. Bush já mostrou que não está nem aí para a opinião dos outros, contanto que não atrapalhem seus desejos megalomaníacos. Não é de se estranhar que um presidente que nem sabemos se foi de fato eleito e que teve o apoio de empresas bélicas e petrolíferas promova uma guerra. O que também não a torna aceitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saddam também não é nenhum anjinho. Se pensasse em seu povo, mesmo sendo inaceitável a interferência americana na política interna de outros países, já teria deixado o país. Sua saída seria um golpe inesperado para os estadunidenses, que não saberiam nem como reagir diante de uma situação destas. Isto lhe daria crédito frente a ONU e ainda permitiria que ele cobrasse atitude igual do rival Bush, já que as acusações de Bush se baseiam no fato do ditador não ser o líder legítimo de seu povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os estadunidenses adoram uma guerra. Eles a praticam em média a cada dez anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;América violada&lt;br /&gt;Os estadunidenses temem novos ataques terroristas. 11 de Setembro mostrou que eles não são invulneráveis. Suas forças armadas podem ser invencíveis, mas o que fazer quando o ataque não é declarado, quando o inimigo não tem nome, rosto ou hora para atacar? Durante anos, muitos palestinos não têm dormido com essa preocupação. Agora é a vez dos estadunidenses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os norte-americanos se colocam como guardiães do mundo. Não são. No máximo, são guardiães do próprio umbigo. Eles se esquecem que para levarem a vida de abundância e prosperidade, suas multinacionais exploram crianças ao redor do mundo, escravizam populações e impõem como modelo o american way of life, desconsiderando totalmente as culturas locais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Nike foi acusada de explorar o trabalho infantil na Coréia do Sul. As provas foram arquivadas e o caso foi posto de lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, vendo tudo isto, pensei numa saída um tanto idiota, mas que ao menos evitaria a guerra. Por que A CIA, A KGB ou qualquer outra polícia secreta não executa logo os dois? Ninguém vai sentir falta do Big Bother Bush nem tampouco de Satã Hussein...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-91000645?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/91000645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/91000645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_03_16_archive.html#91000645' title=''/><author><name>rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13751133395817473932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-90936321</id><published>2003-03-18T15:17:00.000-03:00</published><updated>2003-03-18T15:17:20.950-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O fim de um futuro político&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Dominique Juster &lt;br /&gt;(Le Monde)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das teorias correntes desde tempos ancestrais é que a política em última instância é feita por homens de consciência e preparo, como Alexandre, César, Churchill e, por incrível que pareça, alguns membros da elite nazista. É o que tem evitado o fim da Humanidade, dizem.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;É um furo no queijo da lua. Teoria sem bases sólidas, pois mais uma vez graças ao comportamento cruel vaqueiro de um dirigente dito forte, o mundo se depara com ações que ninguém compreende, embasadas em meias-verdades e muitas mentiras.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Em 48 horas Bush apaga seu futuro político. De uma era Clinton mais pacificadora e construtora , passam os EUA a mostrar seus músculos militares, de forma um tanto demodé. Entrará o irado para a história como um Truman, que todos respeitaram em seu poder mas, de forma cristã, repudiaram sua truculência nuclear contra civis, com o propósito de "encurtar a ofensiva, poupando vidas...". Poucos lembram Truman, ninguém citará Bush. Mas Clinton e sua Mônica serão recordados como ícones de uma era melhor.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Os plenos de desculpas e incompetentes funcionários das Nações Unidas como sempre fazem olhares de incredulidade, mas no fundo sabem que seus gordos salários permanecem intocáveis. Balançarão as cabeças em desaprovação, sem perder a visão do cheque assinado.  E como sempre são os primeiros a sair das áreas de risco.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Seria maldoso de minha parte desejar que jovens americanos se perdessem nas ruas de Bagdá, com quilos de equipamento inúteis, acossados por mais conhecedores e com pouco a perder defensores urbanos iraquianos, numa nova era vietnamizada. O caubói Bush com certeza acredita em uma rapidissima guerra eletrônica e em Saddam fugindo para Burundi, após as primeiras horas de invasão. Pode ser. Não é importante. Será aos olhos do mundo que pensa um ataque desigual.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mas, finalizando, o que assusta é termos, em 5.000 anos de História parcialmente conhecida, a verificar que nada mudou. De Osama a Bush, a mesmice:  truculência em nome de deuses, profetas, valores e riquezas. E os anti-líderes de grandes nações, como a França, Alemanha, Rússia, China e Brasil apalermam-se em silêncio constrangido, deixando ao cruzado Bush e sua vasta fazenda os passos livres para, infantilmente, completar a "obra do papai". Alguns milhares de iraquianos mortos por seguros bilhões de barris de óleo. Uma troca estranha.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Não somos nações. Somos tribos desordenadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução: Maria de Souza Fretin&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-90936321?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/90936321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/90936321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_03_16_archive.html#90936321' title=''/><author><name>Julia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05776896990788885723</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-90856675</id><published>2003-03-17T12:03:00.000-03:00</published><updated>2003-03-17T12:04:56.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"Penso que tudo pode ser pensado, alterado, considerado. Não peço a eliminação da internet e da cibernética. Exijo que elas sejam civilizadas. Os homens sobreviveram à pré-história porque inventaram meios para escapar aos dinossauros. Não existe progresso sem uma análise experimental dos seus prejuízos. Portanto, estudo os problemas do progresso. Não tento evitá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre gostei da velocidade, de moto ou carro, e soube praticá-la. Quando estamos em cima de uma moto, precisamos saber angular. Cada vez que se acelera, deve-se saber buscar a angulação adequada. Numa corrida de motos, cada piloto busca o ângulo nas curvas, joga o corpo para um lado, para outro, toca no chão, procura a inclinação certa. Com a reflexão, é o mesmo. Hoje, devemos buscar o ângulo certo para olhar a informática, a Internet, as novas tecnologias."  PAUL VIRILIO&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-90856675?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/90856675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/90856675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_03_16_archive.html#90856675' title=''/><author><name>Silvio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10617364121622954649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-90466034</id><published>2003-03-10T14:23:00.000-03:00</published><updated>2003-03-10T14:23:05.013-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu pego uma carona no texto do Bruno.&lt;br /&gt;Antes de ser uma fase, a adolescência é considerada uma doença passageira. Vai passar, dizem os adultos. O curioso é que, e isso a tem base na psicologia, a adolescência é o momento de negação do mundo, que pode significa que essa fase é o momento da crítica da realidade. A adolescência é o momento da crítica, e, segundo a lógica, a crítica é uma doença. Vai passar, dizem os adultos, vai passar.&lt;br /&gt;Finalizando com uma crítica ao texto do Calligaris. Por muitas vezes a psiquiatria é reacionária: "(...) em regra, o que eles (adolescentes) 'aprontam' é apenas a realização de um desejo dos pais. Melhor, eles realizam o que conseguem entender ou imaginar das aspirações inconscientes dos adultos", escreveu o psicanalista. Que me desculpem os profissionais e apreciadores da área, mas esse é um padrão muito reduzido, chegando a ser cretino, de analisar a realidade, pois desconsiderada tudo o que se aprende fora de casa. Desconsidera o que a rua mostra ao jovens, que podem comparar seu apredizado com o mundo. E o que acontece nessa fase? Eles protestantam o que aprendem em casa, e são chamados de doentes. A crítica é uma doença, dizem os adultos. A vida adulta é uma bosta, dizemos. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-90466034?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/90466034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/90466034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_03_09_archive.html#90466034' title=''/><author><name>Andr�</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423699403903993325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-90433579</id><published>2003-03-10T00:26:00.000-03:00</published><updated>2003-03-10T00:26:51.340-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu pego uma carona no texto do Bruno.&lt;br /&gt;Antes de ser uma fase, a adolescência é considerada uma doença passageira. Vai passar, dizem os adultos. O curioso é que, e isso a tem base na psicologia, a adolescência é o momento de negação do mundo, que pode significa que essa fase é o momento da crítica da realidade. A adolescência é o momento da crítica, e, segundo a lógica, a crítica é uma doença. Vai passar, dizem os adultos, vai passar.&lt;br /&gt;Finalizando com uma crítica ao texto do Calligaris. Por muitas vezes a psiquiatria é reacionária: "(...) em regra, o que eles (adolescentes) 'aprontam' é apenas a realização de um desejo dos pais. Melhor, eles realizam o que conseguem entender ou imaginar das aspirações inconscientes dos adultos", escreveu o psicanalista. Que me desculpem os profissionais e apreciadores da área, mas esse é um padrão muito reduzido, chegando a ser cretino, de analisar a realidade, pois desconsiderada tudo o que se aprende fora de casa. Desconsidera o que a rua mostra ao jovens, que podem comparar seu apredizado com o mundo. E o que acontece nessa fase? Eles protestantam o que aprendem em casa, e são chamados de doentes. A crítica é uma doença, dizem os adultos. A vida adulta é uma bosta, dizemos. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-90433579?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/90433579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/90433579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_03_09_archive.html#90433579' title=''/><author><name>Andr�</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423699403903993325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-90433517</id><published>2003-03-10T00:25:00.000-03:00</published><updated>2003-03-10T00:25:44.106-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu pego uma carona no texto do Bruno.&lt;br /&gt;Antes de ser uma fase, a adolescência é considerada uma doença passageira. Vai passar, dizem os adultos. O curioso é que, e isso a tem base na psicologia, a adolescência é o momento de negação do mundo, que pode significa que essa fase é o momento da crítica da realidade. A adolescência é o momento da crítica, e, segundo a lógica, a crítica é uma doença. Vai passar, dizem os adultos, vai passar.&lt;br /&gt;Finalizando com uma crítica ao texto do Calligaris. Por muitas vezes a psiquiatria é reacionária: "(...) em regra, o que eles (adolescentes) 'aprontam' é apenas a realização de um desejo dos pais. Melhor, eles realizam o que conseguem entender ou imaginar das aspirações inconscientes dos adultos", escreveu o psicanalista. Que me desculpem os profissionais e apreciadores da área, mas esse é um padrão muito reduzido, chegando a ser cretino, de analisar a realidade, pois desconsiderada tudo o que se aprende fora de casa. Desconsidera o que a rua mostra ao jovens, que podem comparar seu apredizado com o mundo. E o que acontece nessa fase? Eles protestantam o que aprendem em casa, e são chamados de doentes. A crítica é uma doença, dizem os adultos. A vida adulta é uma bosta, dizemos. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-90433517?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/90433517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/90433517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_03_09_archive.html#90433517' title=''/><author><name>Andr�</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11423699403903993325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-90387547</id><published>2003-03-09T02:32:00.000-03:00</published><updated>2003-03-09T02:32:05.716-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não sei se esse será um texto pertinente aos propósitos do Blog e da proposta do curso, mas queria arriscar uma reflexão a partir do texto de Contardo Caligaris: é sobre a ideologia da adolescência. Faz parte do senso comum caracterizar a adolescência como a fase onde tudo é possível, onde se pode fazer aquilo que se gosta, onde é permitido à pessoa questionar o mundo onde vive e até ir contra ele. Faz parte também desse lugar-comum dizer que essa fase deve ser aproveitada ao máximo pois há um tempo em que tudo isso acaba, o tempo em que a "coisa vira séria" e que somos obrigados a ver o "mundo como ele é". &lt;br /&gt;É a partir dessa lógica que muitos afirmam que a adolescência é o tempo para se divertir enquanto se pode, enquanto a vida "adulta" não se impõe com todo o seu peso. Agora, a questão a ser colocada é: porque questionar o mundo e gostar do que se faz são aspectos que acabam com a adolescência ? Em que se sustenta essa idéia de que "ah, tudo bem, seja contra tudo agora, você é adolescente mesmo... um dia vai ver como as coisas são !" Por acaso olhar para o mundo em que vivemos, constatar a sua irracionalidade e lutar para melhors-lo é privilégio da adolescência ? A partir de uma determinda linha você é obrigado a pendurar no cabide todas as suas convicções para se tornar um "profissional de sucesso" ? E ao ganhar muito dinheiro e se adequar a todos os padrões você obtém o seu certificado de maturidade ? &lt;br /&gt;É claro que a resposta para as perguntas acima é não e a convicção de que o questionamento é uma característica adolescente é uma construção ideológica (desculpas, se isso for óbvio demais). Se isso fosse verdade seríamos obrigados a considerar gente como Mahatma Ghandi, Nelson Mandela, Martin Luhter King, John Lennon, Che Guevara, Betinho e (por que não ?) nosso próprio presidente, adolescentes anacrônicos e indignos de crédito ? Afinal, certamente seus sonhos foram sonhos "de adolescente". O grande problema é: será que não existe muita gente que embarca nessa idéia ? Daí nasce a "síndrome da bomba relógio": aproveite muito bem a sua vida até os 23 anos, porque depois disso você está fadado ao sofrimento, a fazer o que você não gosta, a sustentar o que você não acredita, com uma pequena folguinha de algumas escassas horas semanais onde você vai... SE DIVERTIR !!!! &lt;br /&gt;E o que é se divertir ? É fazer o maior esforço possível para fugir ou esquecer do mundo onde você vive ! Bem, não é disso que se trata o carnaval ? Certo, dentro dessa lógica a vida se resume a aproveitar o mundo enquanto você não tem que encara-lo (até os 23 anos, é claro) e a partir de então tentar fugir dele com todas as forças e em todos os momentos possíveis para tentar suportar esse inferno onde vivemos. Soa um pouco esquizofrênico não ? Jello Biafra já chamou isso de uma "sentença de vida".  Agora, a outra hipótese raramente é cogitada: questionar o que não se acha correto e tentar muda-lo pode ser uma opção de vida, não apenas um privilégio da adolescência. A possibilidade de crescer e manter a paixão por aquilo que se faz e acredita parece sempre algo remoto demais. A questão é que, como coloca Contardo Calligaris, nos INTERESSAMOS por aquilo que realmente nos toca, e não apenas achamos aquilo DIVERTIDO. A partir daí encarar algo com seriedade é conseqüência de um interesse e não uma obrigação chata (no sentido de não divertido) - mais uma vez, desculpas pela obviedade. &lt;br /&gt;É possível que tudo isso possa estar parecendo sem sentido, mas essa volta toda foi para dizer que certas coisas não precisam necessariamente acabar com a adolescência e classificar ideais ou sonhos como "coisa de adolescente" não deixa de ser um truque sujo para desclassificar um pensamento legítimo. É a mesma lógica que envolve dizer que algo não vale a pena porque "é chato porque é coisa de adulto". Se esquecêssemos um pouco essa grande armação ideológica será que a vida não poderia ser mais interessante ? Poder se interessar pelo mundo sem pensar que ele é um potencial futuro de sofrimentos e frustrações, que podemos tentar transforma-lo ao invés de fugirmos dele ? Será que não é possível tentar fazer desse lugar onde vivemos algo interessante ? Ou é melhor ter prazer fugindo dele ? É possível ser um adulto que acredita em algo melhor ou pensando assim você vai ser sempre um "adolescente" ? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é um texto adolescente.    &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-90387547?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/90387547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/90387547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_03_09_archive.html#90387547' title=''/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05736187922512003513</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5037524.post-88924414</id><published>2003-02-11T16:38:00.000-02:00</published><updated>2003-02-11T16:42:38.000-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>VIDA DIVERTIDA OU VIDA INTERESSANTE ? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONTARDO CALLIGARIS &lt;br /&gt;publicado na "Folha de São Paulo" de 12 de dezembro de 2002 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma reportagem do "New York Times" (3 de dezembro) descrevia uma nova moda nos colégios americanos, graças à qual o ensino de ciência está se tornando curiosamente popular.&lt;br /&gt;Nos EUA, os requisitos mínimos para o diploma secundário são bastante livres. Há tempos, para quem não gosta de estudar química, física ou biologia, existem matérias alternativas, como a "ciência da terra" ou a ecologia. Agora é a vez da "ciência forense", idealizadíssima pelos seriados televisivos, pelo cinema e pelos romances policiais. Assim, em vez de estudar leis e fórmulas, os alunos aprendem como determinar a hora da morte considerando o estado de um cadáver (aulas práticas no necrotério). Familiarizam-se com o microscópio examinando pêlos de possíveis estupradores encontrados no corpo da vítima. Entendem o que são o esperma ou o sangue investigando uma hipotética cena do crime.&lt;br /&gt;Nas escolas em que os cursos são oferecidos, os jovens são entusiastas. Por que bancar o estraga-prazeres?&lt;br /&gt;O fato é que a reportagem me deixou um mal-estar. Fiquei com a impressão de que a química, a física e a biologia estivessem desistindo de ter qualquer apelo próprio. As formas estabelecidas da diversão (sobretudo a televisão e o cinema) decidiriam como e o que podemos aprender. Filosofia, história e inglês (português, no nosso caso) seriam vítimas do mesmo processo.&lt;br /&gt;Lembrei-me de conversas recentes com um jovem estudante universitário que (com grande angústia dele e dos pais) quer largar os estudos ao menos temporariamente. Ele queixava-se de que todos os cursos seriam chatos. "Como assim, chatos?", perguntei. "Não são divertidos", respondeu. Estranhei: quem disse que um curso deve divertir?&lt;br /&gt;Existem ao menos duas antíteses de chato: interessante ou divertido. E elas não se equivalem. O divertido nos afasta e nos distrai. O interessante nos envolve e nos engaja. Enquanto os alunos olham para um passarinho que os diverte, posso lhes enfiar uma colherada de ciência na boca. Mas preferiria interessá-los na própria ciência.&lt;br /&gt;Cuidado: não defendo o valor do trabalho duro. Aliás, suspeito que o ideal do "homo faber" seja uma versão laica do moto monacal "reza e labora". E, se não tiver para quem rezar, contente-se em laborar. Deve ter sido promovido, no começo do capitalismo, pelo dono de uma tecelagem inglesa que queria justificar a "nobreza" da semana de 80 horas e do trabalho infantil.&lt;br /&gt;Mas fui adolescente nos anos 60, a década do triunfo da intimidade e da idéia de que a verdade que importa é sempre subjetiva. Consequência: para mim (como para muitos de minha geração), o mundo é sempre interessante com a condição de que a gente se engaje nele. É alienado quem, vítima de poderes escusos ou de fraquezas morais, foge desse engajamento.&lt;br /&gt;A partir dos anos 90, encontro adolescentes para quem o mundo parece tolerável apenas se puderem distrair-se dele. E os vizinhos são frequentáveis à condição de não se comprometer com eles. O que era alienação nos anos 60 tornou-se escolha de vida nos 90.&lt;br /&gt;O próprio uso das drogas mudou. Nos anos 60, a maconha e os alucinógenos eram concebidos como auxílios para descer "mais fundo" no autoconhecimento ou numa pretensa comunhão mística com o mundo. Imaginávamos que drogar-se fosse uma viagem iniciática, interior ou para a Índia. O ecstasy dos anos 90, ao contrário, promete um paroxismo de distração. Serve para clube e música tecno: não fale nada e sacuda-se forte.&lt;br /&gt;Ora, criticar os jovens é quase sempre uma hipocrisia. Pois, em regra, o que eles "aprontam" é apenas a realização de um desejo dos pais. Melhor, eles realizam o que conseguem entender ou imaginar das aspirações inconscientes dos adultos.&lt;br /&gt;Portanto, se a escolha da distração é deles, o desejo de distração deve ser um pouco nosso. Posso achar surpreendente que meu jovem interlocutor exija cursos divertidos. Mas devo reconhecer que ele vive num mundo em que há pedagogos que acham certo vestir-se de Sherlock Holmes para ensinar química. Em suma, foram os adultos que, do ideal da vida interessada e engajada, passaram para o ideal da vida divertida. Os jovens perceberam.&lt;br /&gt;Na sala de espera de meu dentista, folheio a "Caras". Entendo que muitos gostem de contemplar os ricos e famosos em suas mansões e festas. Os cínicos dizem que é saudável: a inveja estimularia a mobilidade social. Não vou discutir agora. Mas constato e lamento que, inelutavelmente, os retratados sejam deformados por um sorriso idiota. A imagem da felicidade proposta se confunde com um ricto que não é justificado pelas circunstâncias, mas vale como uma declaração: olhem para nós, estamos alhures, esquecidos do mundo e de nós mesmos, nos divertindo. &lt;br /&gt;Em 1938, Huizinga publicou "Homo Ludens", o homem que joga, para mostrar que o jogar é uma dimensão essencial da atividade humana. Estranha premonição, ele previa que, no futuro, uma cultura da puerilidade impediria adultos e crianças de continuar jogando do único jeito interessante, ou seja, com seriedade.&lt;br /&gt;ccalligari@uol.com.br&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5037524-88924414?l=asav1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/88924414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5037524/posts/default/88924414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asav1.blogspot.com/2003_02_09_archive.html#88924414' title=''/><author><name>Silvio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10617364121622954649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
